🔥 Mês do Cliente: Revista Impressa + Digital Premium por R$ 14,99/mês!

Nerds e criminosos são os principais usuários do bitcoin

Por EXAME.com 6 ago 2015, 14h58 | Atualizado em 31 out 2016, 19h00
Nerds e criminosos são os principais usuários do bitcoin Priorizar nos meus resultados Google

Por Marina Demartini

sites 2

O bitcoin, aquela moeda digital que não depende de nenhuma instituição financeira, é mais usada por aficionados por tecnologia e criminosos. Quem afirma isso é um estudo da Universidade do Kentucky, nos EUA. Os pesquisadores encontraram evidências de uma relação entre programadores e o termo bitcoin. Além disso, eles também descobriram uma correlação entre atividades ilegais e a moeda digital.

O bitcoin é baseado em um software de código aberto, que protege os usuários de falsificações e gastos duplos. Ele também permite o anonimato dessas pessoas. Em alguns aplicativos de “carteira virtual” é preciso ter uma conta de e-mail para fazer o registro, já outros (a maioria) não é necessário nenhum tipo de identificação.

Continua após a publicidade

Devido a essa dificuldade de rastrear os usuários, os autores do estudo utilizaram dados do Google Trends (que reúne buscas realizadas no Google) para descobrir porque as pessoas recorrem à moeda.

Pesquisas anteriores já tinham revelado que há três razões para alguém utilizar o bitcoin: curiosidade, política e lucro. Baseados nisso, os cientistas criaram quatro grupos dentro do mercado dessa moeda digital – investidores, entusiastas de tecnologia, pessoas que procuram modos alternativos de lucro e criminosos.

Continua após a publicidade

O estudo, que durou 31 meses, analisou diversos termos de pesquisa relacionados ao bitcoin. Eles combinaram palavras como “bitcoins”, “bitcoin Mining”, “bitcoin Exchange”, “bit coin” e “bitcoin price” com termos da ciência da computação.

Os pesquisadores também analisaram os resultados que continham termos como “Silk Road”, “Free Market” e “Make Money”. Tais palavras foram utilizadas, pois elas remetem a sites de comércio ilegal. O Silk Road, por exemplo, oferecia drogas, como metanfetamina e heroína, na deep web.

Continua após a publicidade

O resultado final? Nenhuma correlação entre bitcoin e investidores da moeda foi encontrada. No entanto, eles encontraram evidências de que os entusiastas de programação e de atividades ilegais têm um grande interesse no bitcoin.

Vale ressaltar que esses dados de pesquisa por si só não podem ser utilizados como um método definitivo para definir a participação. Porém, como os próprios pesquisadores apontaram, eles podem ser usados para criar perfis das pessoas com maior probabilidade de usar o Bitcoin. 

Continua após a publicidade

Nada novo

Apesar de interessante, a pesquisa não surpreende. Devido ao anonimato, o bitcoin tornou-se a principal moeda dos sites de comércio ilícito na deep web. Alguns deles, como o “Hitman Network”, oferece serviços de assassinos de aluguel e só recebe o pagamento em bitcoin.

Mas não pense que o anonimato da moeda sempre protege quem a utiliza. A identificação do usuário pode ser feita se a polícia encontrar o IP dela ou se ela fez qualquer transação de bitcoins em casas de câmbio. A partir desse momento, as autoridades podem pedir a quebra de sigilo bancário do indivíduo para essas empresas. Aliás, isso já aconteceu anteriormente.

Continua após a publicidade

Em 2013, por exemplo, o FBI prendeu o criador do Silk Road, Ross Ulbricht. O site foi fechado e mais de 150 mil bitcoins foram apreendidos pela polícia – o equivalente a 100 milhões de dólares na cotação de março de 2013.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com uma árvore estilizada em verde-claro ao ladoMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo O mês é do cliente. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Básico

Enquanto você lê isso, o mundo muda — e quem tem Superinteressante Digital sai na frente.
Tenha acesso imediato a ciência, tecnologia, comportamento e curiosidades que vão turbinar sua mente e te deixar sempre atualizado.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Superinteressante todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 10,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).