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Mandarim: o que você deve saber antes de começar a aprender o idioma

Conheça um pouco do idioma antes de cair de cabeça nas aulas

Por Maria Clara Rossini 3 jun 2026, 14h00
Mandarim: o que você deve saber antes de começar a aprender o idioma Priorizar nos meus resultados Google

De tom em tom

Ilustração, em fundo verde, de setas apontando o sentido dos sons graves e agudos.
(Giovana Medeiros/Superinteressante)

O mandarim é uma língua tonal, em que o significado da palavra muda de acordo com a entonação das vogais. O primeiríssimo passo para aprender o idioma é entendê-los. Existem quatro tons: no primeiro (exemplo: “mā”), a vogal é estável e alongada; o segundo (“má”) é pronunciado como uma pergunta; no terceiro (“mă”), a entonação desce e sobe, como uma sirene; no quarto
(“mà”), a nota começa alta e cai, como uma frase decepcionada. Há ainda um quinto tom considerado neutro (ma), em que a vogal é pronunciada rapidamente e sem entonação.

Imagem e ação

Ilustração, em fundo roxo, de três folhas de papel, com ideogramas mandarins traduzidos para o português.
(Giovana Medeiros/Superinteressante)

O mandarim não tem letras, e sim ideogramas que representam conceitos. Existem mais de 70 mil ideogramas – mas sabendo uns 900 deles já dá para se virar em leituras cotidianas. Há ideogramas “básicos” que compõem outros mais complexos. Exemplo: “人”, que parece um boneco palito, significa “pessoa”. Dois ideogramas que o utilizam são “大”, “grande” (lembra uma pessoa de braços abertos); e “天”, “céu” (o traço seria uma nuvem). Entender a lógica e historinha por trás dos ideogramas mais comuns ajuda na memorização.

Meu amigo Pinyin

Ilustração, em fundo verde, de um quadro com escritura mandarim. Abaixo, vê-se, um balão de fala com a pronúncia.
(Giovana Medeiros/Superinteressante)
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Diferentemente do português, não há como saber a pronúncia de um ideograma só pela leitura. Durante a maior parte da história da China, as pronúncias eram transmitidas apenas de forma oral. Em 1958, o governo introduziu o sistema Pinyin, que foi essencial para diminuir os índices de analfabetismo do país.

O Pinyin é uma padronização que utiliza o alfabeto latino (o nosso) para representar a pronúncia dos ideogramas. O Pinyin de “人”, por exemplo, é “rén”. O acento indica o tom. Nesse sistema, algumas letras não representam o fonema com o qual estamos acostumados: nesse caso, o “R” parece o “G” do português. Já o B no Pinyin é o nosso P. Vale se familiarizar com o sistema.

Diga xis

Ilustração, em fundo verde, de uma garota sorrindo enquanto se olha no espelho.
(Giovana Medeiros/Superinteressante)

O mandarim usa fonemas e entonações diferentes do português. Por isso, a pronúncia pode ser desafiadora no início. Sua língua irá explorar novos cantos da boca, e as bochechas e os lábios assumirão formatos estranhos. Articule bem e não tenha medo de fazer careta. Aos poucos, os músculos da face se acostumam ao novo idioma.

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Para saber mais – Negócio da China

Pode ser difícil perceber as diferenças entre os tons, já que não ouvimos muito mandarim no dia a dia. Treine o ouvido com filmes e séries.

Existem duas formas de escrita no mandarim: tradicional, com ideogramas mais detalhados; e a simplificada. Usa-se esta última na China continental, mas não se assuste se encontrar a escrita tradicional em Hong Kong, Macau e Taiwan.

Opte por fazer um curso ou contratar um professor particular em vez de tentar aprender mandarim por conta própria. Ter com quem praticar faz a diferença.

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Abuse dos recursos online. Se você fala inglês, o site YellowBridge tem bons materiais de estudo. Vale entrar em sites que conectam você com pessoas nativas do país.

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