🔥 Mês do Cliente: Revista Impressa + Digital Premium por R$ 14,99/mês!

22 países europeus ainda exigem esterilização de transgêneros

Suíça, Bélgica e outras nações europeias só permitem mudança de gênero se a pessoa passar por uma esterilização. Mas essa realidade começa a mudar.

Por Alexandre Versignassi Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 set 2017, 15h00 | Atualizado em 19 set 2017, 18h43
22 países europeus ainda exigem esterilização de transgêneros Priorizar nos meus resultados Google

A demência nazista que culminou com o holocausto começou com algo que ficou um tanto esquecido nos livros de história: uma política de esterilização em massa. Entre 1933 e 1939, mais de 400 mil pessoas foram esterilizadas à força na Alemanha. Qualquer um que não cumprisse os critérios de eugenia do regime de Hitler estava sujeito à pena. Cegueira, surdez, paralisia e lábios leporinos constavam na lista de condições que deveriam ser banidas do genoma alemão. Isso mais todo mundo que o governo considerasse como doente mental ou como “portador de comportamento antisocial” – que era como os nazistas classificavam gays, lésbicas, bissexuais e transgenêros.

Hitler está morto há 72 anos, mas alguns fantasmas daqueles tempos ainda assombram. Bélgica, Suíça, Finlândia, Grécia e outros 18 países europeus ainda têm leis de esterilização. Em todos os casos, contra um único grupo de pessoas: transsexuais. Quem quiser trocar oficialmente de gênero nesses países, mudando o nome nos documentos, precisa provar que não pode ter filhos. Na prática, quem nasceu com pênis e quer mudar de gênero deve mostrar que passou por uma cirurgia de mudança de sexo, e quem nasceu com vagina não pode manter os ovários funcionando. Esterilização. 

Em abril deste ano, porém, a Justiça deu um belo passo. A Corte Europeia de Direitos Humanos decidiu a favor de três pessoas que queriam trocar o gênero impresso em suas certidões de nascimento sem passar por uma esterilização. Isso abriu um precedente jurídico para que os cidadãos e cidadãs transgêneros dos países europeus sob jurisdição da corte não sejam mais obrigados a passar por isso.

Continua após a publicidade

Isso não significa, porém, que todas essas nações vão mudar suas próprias leis tão cedo. A própria Suécia, que não é exatamente um país conservador, só acabou com a esterilização obrigatória de transgêneros em 2013. Segundo a Transgender Europe, uma ONG que luta pelos direitos dos transgêneros, todos os países a seguir continuam aplicando essa lei bizarra: Suíça, Turquia, Ucrânia, Rússia, Bélgica, Grécia, República Tcheca, Finlândia, Luxemburgo, Romênia, Armênia, Azerbaijão, Bósnia, Bulgaria, Geórgia, Letônia, Lituânia, Montenegro, Sérvia, Eslováquia e Eslovênia.

Continua após a publicidade

E no Brasil? Bom, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) decidiu em maio que qualquer brasileiro ou brasileira pode mudar o gênero no RG sem ter de passar por uma cirurgia de mudança de sexo. Pois é. Neste quesito, pelo menos, não estamos tão mal.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com uma árvore estilizada em verde-claro ao ladoMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo O mês é do cliente. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Básico

Enquanto você lê isso, o mundo muda — e quem tem Superinteressante Digital sai na frente.
Tenha acesso imediato a ciência, tecnologia, comportamento e curiosidades que vão turbinar sua mente e te deixar sempre atualizado.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Superinteressante todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 10,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).