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Quais os níveis de radiação a que estamos expostos no dia a dia?

O cotidiano é radioativo: da luz solar ao ato de comer uma banana. Saiba onde começam os riscos da radiação

Por 21 jul 2011, 22h00 | Atualizado em 31 out 2016, 18h31

Pamela Forti, Jorge Oliveira e Felipe Van Deursen

Há dois tipos, ionizante e não ionizante. A segunda é mais comum, presente em celulares, por exemplo. Seu único efeito conhecido é o aumento de temperatura (micro-ondas funcionam assim). Há estudos questionando sua segurança, mas a radiação que comprovadamente faz mal é a ionizante, que pode matar em poucas horas. Tudo questão de dose e tempo: o corpo humano é capaz de eliminar pequenas quantidades.

AFINAL, E O CELULAR?

Em maio a OMS o reclassificou como “possivelmente cancerígeno”. Mas a própria organização disse que faltam estudos que comprovem o risco. O problema da radiação não ionizante é a emissão de ondas eletromagnéticas. “Neurônios podem absorver frequências baixíssimas do aparelho, o que poderia causar tumores”, explica Álvaro Almeida Salles, da UFRGS. Mas você teria que usar muito o celular para levar isso em conta. Segundo Renato Sabbatini, da Unicamp, só quem fala no aparelho pelo menos 30 minutos ao dia, por 20 anos, precisa se preocupar. Na dúvida, use mais o viva-voz e evite deixar o telefone o tempo todo no bolso.

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