Psyllium é “Mounjaro de pobre”? Entenda para que realmente serve o suplemento
Posts nas redes sociais exageram, mas a fibra em pó é saudável e de fato pode ser uma aliada no emagrecimento e no controle do colesterol.
Posts nas redes sociais prometem uma alternativa barata, acessível e natural para as famosas “canetas emagrecedoras”, como o Ozempic e o Mounjaro: o psyllium, um suplemento em pó à base de plantas.
Essa comparação é para lá de exagerada: a fibra não é um medicamento e não combate a obesidade diretamente. Mas ela é sim saudável e pode ser um aliado na jornada de perda de peso.
O psyllium, também chamado de psílio, é um suplemento em pó feito a partir da semente da planta Plantago ovata, cultivada principalmente na Índia. Ele é uma rica fonte de fibras solúveis – cerca de 70% a 80% do pó corresponde a esse nutriente.
Fibras são tipos de carboidratos que os humanos não conseguem digerir e absorver. Esses nutrientes são encontrados principalmente em alguns legumes, grãos e frutas e desempenham funções diversas e importantes no nosso organismo. Elas ajudam o bolo fecal a ficar mais encorpado e combatem a constipação, por exemplo.
Esses nutrientes, misturados com água, também formam uma espécie de “gel” no nosso sistema digestivo, aumentando o volume no estômago e no intestino. Dessa forma, as fibras solúveis aumentam a sensação de saciedade e auxiliam em dietas de emagrecimento, já que não têm calorias.
A recomendação diária de consumo de fibras fica entre 25g e 35g para adultos. Mas os brasileiros consomem menos: aproximadamente 15g, segundo o IBGE.
É nesse contexto que o psyllium pode ser um aliado útil. Ele é uma fibra solúvel, facilmente consumida com água, e pode auxiliar quem tem dificuldades em consumir fibras na dieta do dia a dia.
Como usar e benefícios
O psyllium deve ser consumido com água ou alimentos e a hidratação constante ao longo do dia é obrigatória – a fibra só funciona se estiver hidratada, e, caso o consumo de água seja insuficiente, ela pode ter o efeito oposto e causar constipação.
O recomendado é que o consumo diário seja entre 3g e 30g, sempre acompanhado de um profissional de nutrição. O consumo excessivo de psyllium pode causar efeitos colaterais como gases, distensão abdominal, cólica e outros sintomas.
Para quem quer aumentar a saciedade, pode-se consumi-lo cerca de 30 minutos antes de refeições, como o almoço.
Vale ressaltar que o suplemento é apenas um aliado na perda de peso – ainda é preciso fazer dieta e exercícios físicos. Segundo estudos, ele auxilia a comer menos, mas não causa, por si só, o emagrecimento.
A planta também tem efeito comprovado contra a constipação e a prisão de ventre. Além disso, estudos mostram que seu consumo pode ajudar a controlar o colesterol e o nível de açúcar no sangue.
O psyllium não é um medicamento e seus efeitos são modestos – ele não é, portanto, um “Mounjaro natural” como dizem os posts das redes sociais. Mas pode sim ser uma ferramenta para uma vida mais saudável. Não só ele, claro: qualquer fibra tem as mesmas funções, inclusive as que consumimos na alimentação.






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