Mutação genética faz pessoas dormirem menos
Passar pouco tempo na cama nem sempre é um problema, aponta estudo.
Algumas pessoas conseguem se sentir bem, plenamente descansadas, com apenas 4 a 6 horas de sono por noite (bem abaixo das 8 horas necessárias à maioria dos indivíduos). Trata-se de uma condição relativamente rara, que os médicos chamam de “sono naturalmente curto”.
Ela é real – e, como um novo estudo (1) apontou, tem base genética. Pesquisadores chineses sequenciaram o DNA de pessoas portadoras dessa característica (que costuma ser transmitida dos pais para os filhos), e constataram que elas têm cinco mutações genéticas relacionadas a dormir menos – sendo que uma delas, a N783Y, parece ser a mais importante.
Os cientistas criaram ratos com essa alteração genética, e eles também passaram a precisar de menos sono. Essa mutação altera a capacidade de uma proteína chamada SIK3, que está ligada ao funcionamento do relógio biológico.
Estima-se que as mutações estejam presentes em 1% das pessoas – para as demais, dormir pouco continua fazendo mal à saúde.
Fonte (1) “The SIK3-N783Y mutation is associated with the human natural short sleep trait”, H Chen e outros, 2025.






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