Oferta Relâmpago: Super por 7,99

Jejum intermitente é melhor que dieta para emagrecer? Estudo descobriu

Análise de ensaios clínicos envolvendo duas mil pessoas não encontrou diferenças significativas na perda de peso entre quem seguiu esse método.

Por Fernanda Bassette, da Agência Einstein 28 Maio 2026, 18h00
Jejum intermitente é melhor que dieta para emagrecer? Estudo descobriu Priorizar nos meus resultados Google

AGÊNCIA EINSTEIN | O jejum intermitente ganhou popularidade como uma estratégia para emagrecer, especialmente por seus possíveis benefícios metabólicos. Mas há evidências de que a suspensão da alimentação em certos períodos não é mais eficaz do que dietas tradicionais para perda de peso. Essa foi a conclusão de uma análise de 22 ensaios clínicos, com quase 2 mil adultos com sobrepeso ou obesidade, publicada em fevereiro na Cochrane Library.

O jejum intermitente é uma estratégia que alterna períodos de alimentação com intervalos mais longos de pouca ou nenhuma ingestão calórica. No estudo, foram avaliados modelos com uma janela de tempo restrita ao longo do dia, jejum em dias específicos da semana, jejum em dias alternados, além da dieta 5:2, em que se mantém alimentação habitual por cinco dias e restrição calórica em dois dias não consecutivos.

“A lógica do método é relativamente simples: prolongar períodos sem ingestão de calorias para reduzir a ingestão energética total. Fisiologicamente, isso pode aumentar a mobilização de gordura e gerar algumas adaptações metabólicas”, explica o endocrinologista Rafael Scarin, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia. 

Apesar desses mecanismos, os resultados indicam que, na prática, o impacto sobre o peso corporal é semelhante ao das dietas convencionais, que restringem calorias sem cortar refeições completamente. A diferença média encontrada foi pequena e estatisticamente não significativa: os que seguiram algum método de jejum perderam cerca de 300 gramas em relação aos grupos controle. “Na prática, o jejum intermitente não parece ser melhor do que uma dieta convencional bem conduzida, mas pode ser uma alternativa válida para alguns pacientes, desde que seja sustentável e compatível com sua rotina”, analisa Scarin.

Sono, vegetais e caminhada: como reduzir o risco de infarto

Continua após a publicidade

Parte da popularidade do jejum intermitente está associada à ideia de que poderia gerar benefícios metabólicos adicionais. Segundo o endocrinologista, há evidências de alterações fisiológicas nesse sentido. “O jejum intermitente costuma ser associado a mecanismos como melhora da sensibilidade à insulina, maior oxidação de gordura, produção de corpos cetônicos [moléculas produzidas pelo fígado quando o organismo passa a usar gordura como principal fonte de energia] e possíveis efeitos sobre o ritmo circadiano e o metabolismo da glicose”, explica.

No entanto, essas alterações não se traduzem necessariamente em vantagens clínicas. “Esses fenômenos fisiológicos não são sinônimo de superioridade clínica. Na prática, esses potenciais mecanismos não resultaram em benefícios clinicamente relevantes além do que já se obtém com restrição calórica e orientação dietética convencional. Na própria revisão não houve uma ‘vantagem metabólica mágica’ comprovadamente superior”, observa o médico do Einstein.

De acordo com o especialista, a principal questão na escolha de uma estratégia alimentar é a capacidade de mantê-la ao longo do tempo. Como não foram identificados subgrupos com maior benefício, o sucesso do método depende muito mais da adaptação individual do que de alguma vantagem metabólica específica. “O perfil que tende a se beneficiar mais é o paciente que consegue se adequar às regras de horários para comer, adaptar as janelas alimentares à rotina e sustentar esse padrão no longo prazo”, aponta Rafael Scarin.

Continua após a publicidade

Embora a revisão não tenha identificado aumento consistente de riscos em comparação a dietas tradicionais, alguns efeitos adversos podem ocorrer, especialmente quando o método não é bem acompanhado. Entre os sintomas relatados estão fadiga, tontura, fome excessiva, dor de cabeça, náusea e hipoglicemia. “Também é preciso cautela em pessoas com histórico de transtornos alimentares, risco de desnutrição ou perda de massa muscular, além daqueles que usam medicamentos que reduzem a glicose no sangue”, adverte o endocrinologista. 

Fonte: Agência Einstein

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner laranja com ícone de árvore e raio, texto OFERTA RELÂMPAGO Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas Superinteressante e Veja, e um celular com aplicativo de notíciasBanner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em destaque, acompanhado de um ícone de raio. Abaixo, Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas: Super, Veja e uma menor, Guia Quatro Rodas. No canto superior direito, um ícone de árvore estilizada
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Premium

Enquanto você lê isso, o mundo muda — e quem tem Superinteressante Digital sai na frente.
Tenha acesso imediato a ciência, tecnologia, comportamento e curiosidades que vão turbinar sua mente e te deixar sempre atualizado
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 2,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 63% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Superinteressante todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).