Oferta Relâmpago: Super por 7,99

Casos de síndrome respiratória aguda grave avançam no Brasil

Relatório da Fiocruz pode ajudar a estimar tamanho da subnotificação de casos de Covid-19 no Brasil.

Por Guilherme Eler 28 Maio 2020, 18h07 | Atualizado em 4 jun 2026, 15h25
Casos de síndrome respiratória aguda grave avançam no Brasil Priorizar nos meus resultados Google

Um relatório do sistema Infogripe, criado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), voltou a registrar uma tendência de crescimento nos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no Brasil. Segundo a análise, publicada na última quarta-feira (27), o ritmo de aumento da curva é mais intenso nas regiões centro-oeste e sul, e vem perdendo força no sudeste. Você pode ler o boletim completo neste link.

O quadro de síndrome respiratória aguda grave – caracterizado por tosse constante, febre e falta de ar – costuma ser resultado de infecções por vírus e bactérias. Pessoas com sintomas intensos de gripe, por exemplo, podem precisar de internação por terem dificuldade de respirar. Nos últimos meses, porém, a lista de pacientes internados com complicações respiratórias do tipo aumentou muito. E a culpa não é do influenza, mas dos casos graves de Covid-19 – doença causada pelo novo coronavírus e que, só no Brasil, já soma mais de 465 mil casos.

Só entre janeiro e abril de 2020, o número de hospitalizações por SRAG aumentou 533% no Brasil em comparação aos quatro primeiros meses do ano anterior, segundo o Ministério da Saúde. Esse acréscimo fez com que a demanda por leitos de hospital ficasse próximo à sua capacidade máxima em diversos estados. E o fato de os hospitais estarem mais cheios pode, inclusive, impactar no crescimento de casos de SRAG.

Continua após a publicidade

Segundo explica o coordenador do Infogripe, Marcelo Gomes, em

Continua após a publicidade

comunicado, “as notificações dependem de hospitalização, a depender dos fluxos adotados para notificação de casos em fila de espera em cada estado ou município”. Ou seja: sem conseguir atendimento, uma pessoa que com síndrome respiratória aguda grave pode até falecer em decorrência do problema – e, mesmo assim, não entrar para a estatística.

Durante a epidemia de H1N1, em 2009, foram registrados 90.465 casos de SRAG no Brasil durante o ano todo. Até o fim de maio de 2020, porém, já são 96,411 mil casos – desses, 17,774 mil pessoas morreram. De acordo com o Infogripe, só 1,418 pacientes tiveram SRAG devido à gripe comum. Já a Covid-19 foi a causa de complicações respiratórias severas para 32,325 brasileiros. A origem do restante dos casos ainda está sob investigação.

Continua após a publicidade

Para especialistas, essa discrepância é um retrato da subnotificação de infecções pelo novo coronavírus. A hipótese faz sentido, principalmente pelo fato de o isolamento social também ter ajudado a frear o avanço da gripe comum – como a SUPER já contou neste texto. Assim, devido à falta de testes para toda a população, uma pessoa pode dar entrada com síndrome respiratória aguda grave causada pela Covid-19, mas não ser diagnosticada com a doença.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner laranja com ícone de árvore e raio, texto OFERTA RELÂMPAGO Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas Superinteressante e Veja, e um celular com aplicativo de notíciasBanner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em destaque, acompanhado de um ícone de raio. Abaixo, Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas: Super, Veja e uma menor, Guia Quatro Rodas. No canto superior direito, um ícone de árvore estilizada
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Premium

Enquanto você lê isso, o mundo muda — e quem tem Superinteressante Digital sai na frente.
Tenha acesso imediato a ciência, tecnologia, comportamento e curiosidades que vão turbinar sua mente e te deixar sempre atualizado
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 2,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 63% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Superinteressante todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).