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Bebês prematuros se desenvolvem melhor se ouvirem sons do útero

Fora do útero, a formação do sistema auditivo demora mais tempo. A exposição aos sons maternos dentro da incubadora pode agilizar esse processo.

Por Carol Castro 17 fev 2016, 17h15 | Atualizado em 2 jul 2026, 17h43
Bebês prematuros se desenvolvem melhor se ouvirem sons do útero Priorizar nos meus resultados Google

O silêncio de uma incubadora priva o bebê de todos os estímulos que recebia no útero — a voz da mãe e os batimentos cardíacos ressoando lá dentro. E ele precisa muito desses sons. É tudo o que ele consegue escutar com pouco mais de 24 semanas de vida: com as regiões cerebrais do sistema auditivo pouco desenvolvidas, só ouve sons de baixa frequência. Fora do útero, sem a introdução à melodia e ao ritmo das palavras, os bebês prematuros sofrem muito mais para desenvolver o sistema auditivo.

Neurocientistas americanos descobriram uma maneira de facilitar a vida desses bebês: expô-los ao som da voz e dos batimentos cardíacos da mãe, como se ainda estivessem dentro do útero.

Eles fizeram o teste com 40 bebês prematuros nascidos em um maternidade de Boston, nos Estados Unidos. Vinte das mães toparam gravar áudios de si mesmas enquanto cantavam, liam ou conversavam. Gravaram também os próprios batimentos cardíacos. Os cientistas, então, juntaram todos os barulhos, retiraram os sons mais agudos e expuseram metade dos bebês por três horas diárias, durante um mês, a esses áudios. Os outros receberam apenas os cuidados tradicionais.

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Ao final dos 30 dias, os pesquisadores puderam analisar com imagens de ultrassom o crescimento do cérebro dos bebês. E o córtice auditivo daqueles que haviam escutado as gravações das mães era bem mais desenvolvido do que o dos outros. Eles também prestavam mais atenção à conversa que adultos tentavam levar com eles — era possível ver isso por meio da dilatação das pupilas.

Ainda faltam estudos maiores, com mais bebês, para confirmar os benefícios dessas gravações. Ainda assim, segundo a pesquisa, essas poucas horas de exposição a sons parecidos com o ambiente uterino “podem ser suficientes para colocar o cérebro no caminho correto do desenvolvimento”.

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