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Se a Ponte da Amizade desabasse, quem teria que arrumar?

Quando dois países são sócios numa empreitada desse tipo, sempre há um acordo estabelecendo a responsabilidade de cada parte, que pode variar de caso a caso

Por Luiz Fujita 30 abr 2009, 16h12 | Atualizado em 3 jul 2026, 08h22
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Caso despencasse a Ponte da Amizade – que liga Foz do Iguaçu, no Brasil, a Ciudad del Este, no Paraguai -, os dois países teriam que bancar a reconstrução. É isso que estabelece o acordo feito entre as duas nações à época da construção da estrutura, quando também foi definido que cada uma é que cuida dos serviços de manutenção na sua respectiva metade da ponte. Quando dois países são sócios numa empreitada desse tipo, sempre há um acordo estabelecendo a responsabilidade de cada parte, que pode variar de caso a caso. Mas, vira e mexe, as questões de águas entre nações são motivo de discussão, como você confere abaixo.

Ponte da Amizade
(Divulgação/reprodução/Mundo Estranho)

 

 

 

 

FRONTEIRA LÍQUIDA

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Quando a fronteira entre dois países é delimitada por um rio, há dois modos principais de se estabelecer a demarcação. Ou ela segue uma linha imaginária que divide o curso d’água exatamente na metade, ou acompanha o talvegue, canal sinuoso que percorre os pontos mais profundos do leito do rio.

DIVISÃO HERMANA

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Em geral, nos casos em que o rio é dividido entre duas nações, prevalece um princípio chamado soberania concorrente. No rio Paraná, por exemplo, Brasil e Paraguai dividem o direito de navegação e, como a segurança no local interessa aos dois, eles podem atuar juntos contra o crime.

NEGÓCIOS À PARTE
Quando não há acordos pré-estabelecidos entre dois países acerca das águas, as brigas judiciais são constantes. A Corte Internacional de Justiça, instância que resolve essas pendengas, tem vários casos no currículo. Turquia e Grécia, por exemplo, vivem brigando por maiores fatias do mar Egeu.

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NO MEU LADO, NÃO!
Caso ache que suas águas corram risco, um país pode reclamar até de obras fora de seu território. Em 2006, por exemplo, a Argentina foi à Corte Internacional para impedir o Uruguai de erguer fábricas de celulose às margens do rio Uruguai. Os argentinos, que temiam que a poluição chegasse à sua porção de águas desse rio, venceram o caso e barraram a obra.

Ponte da Amizade
[newsletter/] (Wikimedia Commons/Mundo Estranho)
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