🔥 Mês do Cliente: Revista Impressa + Digital Premium por R$ 14,99/mês!

Quem começou a tradição de quebrar guitarras em shows?

Os anos 1960 foram marcantes para a história do rock

Por Victor Bianchin 19 ago 2026, 18h00 | Atualizado em 26 ago 2026, 13h52
Quem começou a tradição de quebrar guitarras em shows? Priorizar nos meus resultados Google

Entre julho e agosto de 1991, todos os shows da banda Nine Inch Nails, ainda relativamente desconhecida pelo grande público, tiveram uma quebração generalizada de instrumentos: guitarras destruídas, teclas de sintetizadores arrancadas e baterias empaladas. A situação não foi planejada. Ela começou porque, no primeiro show da turnê, o calor da cidade de Phoenix fez o equipamento do grupo pifar e não funcionar. Revoltada, a banda quebrou tudo e se retirou.

Nessa primeira edição, o Lollapalooza era uma turnê itinerante, não apenas um festival realizado em um único lugar. O Nine Inch Nails se apresentou ao longo de um mês em várias cidades. E a situação escalou rapidamente. Nos shows seguintes, o vocalista Trent Reznor e o guitarrista Richard Patrick  passaram a quebrar instrumentos toda noite, sempre tentando superar o caos da noite anterior.

Como começar a tocar piano? Veja 11 dicas

Continua após a publicidade

Onde arranjar tantos instrumentos assim? A solução era comprar: o técnico de som da banda recebia algo como US$ 2 mil em dinheiro, geralmente nos dias de folga, e saía pelas cidades onde a turnê estava passando procurando lojas de instrumentos e casas de penhores. Como era 1991, não havia internet nem celular: ele achava os números dos estabelecimentos na lista telefônica e ligava perguntando se tinham guitarras baratas disponíveis. 

Às vezes, o técnico comprava cinco ou mais de uma vez, colocava tudo no porta-malas de um carro alugado e levava de volta ao festival. Algumas guitarras eram “recicladas” após a destruição, recompostas com fitas e grampos, e usadas de novo. Muitas duravam só uma música até serem destruídas novamente.

Continua após a publicidade

Foi caótico, mas histórico. Uma matéria do site The Independent afirma que a equipe contabilizou 137 guitarras destruídas durante a turnê. Isso dá uma média de aproximadamente 6,5 guitarras por show se considerarmos os 21 concertos do Lollapalooza daquele ano. Rock ‘n’ roll!

Quem começou

O Nine Inch Nails foi a banda que levou a tradição ao extremo, mas o primeiro artista a quebrar uma guitarra no palco foi o trompetista Rocky Rockwell em 1956. Ele quebrou um violão no joelho ao final de uma versão satírica de “Hound Dog”, de Elvis Presley, no programa de variedades estadunidense The Lawrence Welk Show.

Continua após a publicidade

E quem consagrou o ato foi o guitarrista Pete Townshend, da banda britânica The Who. Em 1964, durante um show na Railway Tavern, em Londres, ele bateu acidentalmente a guitarra no teto baixo e quebrou parte dela. Quando percebeu que o público havia reagido com entusiasmo, terminou de destruí-la. A partir daí, o gesto virou marca registrada dos shows do The Who. O baterista Keith Moon costumava entrar na onda e destruir seu kit também.

Existe um site de fãs da banda que tenta manter um histórico de todas as guitarras quebradas pelo guitarrista — embora o acervo, segundo eles mesmos, esteja “muito incompleto”. São cerca de 150 registros de quebradeira, sendo que alguns shows tiveram mais de uma guitarra quebrada. A entrada mais recente é de 2007.

Continua após a publicidade

Curiosidade: segundo uma revista britânica, em 1971, Pete teria destruído dez guitarras nos primeiros nove shows de uma turnê.  Imagine o dinheiro para pagar por tudo!

Além do Nine Inch Nails, outras bandas que adotaram o hábito de quebrar guitarras foram Deep Purple, Kiss, Nirvana, Pearl Jam, Muse, entre outras. A capa do icônico álbum London Calling (1979), da banda punk The Clash, traz o baixista Paul Simonon destruindo seu baixo, um dos registros mais notáveis da tradição de quebrar guitarras.

Continua após a publicidade
Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com uma árvore estilizada em verde-claro ao ladoMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo O mês é do cliente. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Básico

Enquanto você lê isso, o mundo muda — e quem tem Superinteressante Digital sai na frente.
Tenha acesso imediato a ciência, tecnologia, comportamento e curiosidades que vão turbinar sua mente e te deixar sempre atualizado.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Superinteressante todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 10,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).