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Quais são os países com mais de uma capital?

Só para complicar as provas de geografia

Por Victor Bianchin 7 abr 2026, 16h00 | Atualizado em 7 abr 2026, 18h55

No Brasil, temos apenas uma capital federal: Brasília, cidade projetada por Oscar Niemeyer e Lúcio Costa e inaugurada em 1960 pelo então presidente Juscelino Kubitschek. A maioria dos outros países segue o mesmo esquema, com apenas uma capital para concentrar as atividades dos órgãos federais.

Mas há exceções. Confira países que têm mais de uma capital:

África do Sul — 3 capitais

Caso único no mundo e também o mais famoso. Antes da criação da União da África do Sul, em 1910, o território era composto por quatro regiões diferentes: Colônia do Cabo, Transvaal, KwaZulu-Natal e Estado Livre de Orange. Após a unificação, não se chegou a um consenso sobre onde seria a capital e, por isso, foram definidas três: Cidade do Cabo (sede do Legislativo), Pretória (sede do Executivo) e Bloemfontein (sede do Judiciário).

Burundi — 2 capitais

Este é o caso mais recente! Em dezembro de 2018, o presidente Pierre Nkurunziza anunciou que Gitega voltaria ao status de capital política, com Bujumbura permanecendo como capital econômica e centro comercial. A votação no Parlamento tornou a mudança oficial em 16 de janeiro de 2019.

Bolívia — 2 capitais

La Paz é a capital mais conhecida e abriga a sede administrativa do país. Mais ao sul, porém, fica Sucre, que é a capital constitucional e sede do poder Judiciário. No século 19, após anos de instabilidade, uma guerra civil opôs os grupos políticos de Sucre (conservadores) e La Paz (liberais). Como o grupo de La Paz venceu, ele optou por transferir a sede do Executivo e do Legislativo para aquela cidade.

Países Baixos — 2 capitais

Amsterdã é a capital constitucional, o centro cultural e o coração econômico. Já Haia é a capital administrativa, a sede do governo e a residência real. Essa dualidade já existia desde o século 17, mas foi consolidada na Constituição de 1814/1815.

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Chile — 2 capitais

Santiago, fundada em 1541, sempre foi o centro administrativo, econômico e político, e é lá que fica o Palácio de La Moneda, sede do Executivo. Porém, com o fim da ditadura militar em 1990, o Congresso Nacional foi transferido para Valparaíso para descentralizar o poder e trazer desenvolvimento para outras regiões. Além disso, o movimento serviu para valorizar essa cidade portuária histórica.

Montenegro — 2 capitais

Durante séculos, Cetinje funcionou como a capital do Reino de Montenegro e centro do poder da dinastia Petrović-Njegoš, abrigando a maioria das instituições históricas e monárquicas. Após a Segunda Guerra Mundial, quando Montenegro se tornou parte da Iugoslávia, a capital foi transferida para Podgorica, uma localização geográfica mais estratégica, plana e com maior potencial para desenvolvimento industrial. Ao se tornar independente em 2006, Montenegro reconheceu ambas as cidades para manter a unidade. 

O único país africano que nunca foi colonizado

Malásia — 2 capitais

Com o passar do tempo, a capital oficial Kuala Lumpur foi ficando superpovoada e tumultuada. Assim, o governo malaio planejou e construiu uma cidade para centralizar as funções administrativas: em 1999, Putrajaya se tornou a capital administrativa e sede oficial do governo federal. 

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Sri Lanka — 2 capitais

No Sri Lanka, ocorreu algo similar à Malásia: após o país se tornar independente da Inglaterra em 1948, o governo concluiu que a capital Colombo estava congestionada e superpovoada. Para aliviar essa pressão, o governo decidiu transferir as funções administrativas para Sri Jayewardenepura Kotte (um subúrbio da cidade) em 1977. O novo Parlamento foi inaugurado lá em 1982.

Eswatini (Suazilândia) — 2 capitais

O país sempre teve duas capitais. O centro administrativo do país é Mbabane, antiga capital da administração colonial britânica, uma cidade mais moderna. Já Lobamba, mais rural, é a capital legislativa (sede do Parlamento) e também onde moram o rei e sua mãe. Segundo os costumes tradicionais suazis, Lobamba é a residência da Ndlovukazi (“Elefanta”; ou seja, a Rainha Mãe) e, portanto, o lar espiritual da nação suazi.

Costa do Marfim — 2 capitais

O primeiro presidente da Costa do Marfim, Félix Houphouët-Boigny, que ficou 33 anos no poder, resolveu mudar a capital de Abidjan para Yamoussoukro, sua cidade natal, como forma de estimular o desenvolvimento no interior do país (de forma similar ao que ocorreu com Brasília por aqui). Desde então, Yamoussoukro é a capital oficial, enquanto Abidjan permanece a capital administrativa, pois as instituições governamentais nunca saíram de lá. 

Benim — 2 capitais

Porto-Novo, cidade histórica criada no século 16 (e que recebeu esse nome dos portugueses, que ali faziam comércio de escravizados), é a capital oficial e constitucional, abrigando o parlamento. Cotonou é a capital econômica, a maior cidade e a sede de fato do governo, onde residem o presidente e os ministérios. Mesmo após sua independência em 1960, o país decidiu manter essa dinâmica.

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Além dos países mencionados, há outros que também podem ser considerados com duas capitais, como República Tcheca, Coréia do Sul e Iêmen. Em geral, a divisão acontece porque uma cidade é a capital constitucional e a outra é a capital de fato, concentrando a atividade política. E há casos mais delicados, como o da Palestina, cuja capital constitucional é Jerusalém, que está sob poder de Israel, portanto o país concentra suas atividades administrativas em Ramala.

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