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Como são feitos os pontos cirúrgicos?

Compartilhe essa matéria: Link copiado! Os pontos cirúrgicos, na maioria das vezes, são feitos à moda antiga: com agulha e linha. “Os pontos – ou suturas – servem para aproximar as bordas de ferimentos provocados por objetos cortantes em cirurgias ou acidentes”, diz Dulce Martins, cirurgiã plástica da Unifesp. Essa junção das bordas facilita a […]

Por Tiago Jokura 18 abr 2011, 18h24 | Atualizado em 22 fev 2024, 11h27

Os pontos cirúrgicos, na maioria das vezes, são feitos à moda antiga: com agulha e linha. “Os pontos – ou suturas – servem para aproximar as bordas de ferimentos provocados por objetos cortantes em cirurgias ou acidentes”, diz Dulce Martins, cirurgiã plástica da Unifesp. Essa junção das bordas facilita a cicatrização e a regeneração dos tecidos cortados. Na maioria dos casos, costurar com linha e agulha é a melhor opção. As linhas podem ser feitas com material de origem animal e vegetal (como colágeno do intestino bovino, seda e algodão), com fios de aço ou materiais sintéticos (náilon e poliéster, por exemplo). O tipo e a espessura de linha ideal para fechar um ferimento dependem da profundidade do corte e do tecido atingido. Na Antiguidade, egípcios, indianos, gregos e romanos usavam desde fibras de plantas e fios de cabelo até garras de formiga para fechar cortes. Os pontos mais antigos conhecidos estão em uma múmia com mais de 3 mil anos. Do início da era cristã até o século 19, quase nada mudou. A inovação mais recente são os fios sintéticos, da década de 1930. :-O

Ligue os pontos

Linha e agulha fecham desde partos cesáreos até órgãos internos e vasos sanguíneos

1. Para aplicar pontos, o porta-agulha, parecido com uma tesoura, prende a agulha em forma de anzol. Ela tem de 0,001 a 0,8 milímetro de espessura, dependendo do diâmetro do fio cirúrgico

2. A costura começa com a agulha entrando pela pele para ligar as paredes na parte mais profunda do corte. Em seguida, o fio é puxado de volta para a superfície para fechar o nó

3. O porta-agulha ajuda a fazer o nó e fechar o ponto. Aí, é só cortar as pontas com a tesoura e esperar a pele cicatrizar. É importante que não sobrem espaços vazios no corte, para evitar infecções

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4. Quando o tecido “emendado” superficial está recuperado, é hora de tirar os pontos com pinça e tesoura. Os fios absorvíveis, usados em órgãos e vasos sanguíneos, dispensam essa etapa

Material escolar
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Cola em bastão e grampeador também estão nas mesas de cirurgia para fechar cortes

GRAMPO

MATERIAL – Pode ser um plástico absorvível ou de aço inoxidável e titânio, não absorvíveis

APLICAÇÃO – Funcionam bem em regiões espessas e com movimentos constantes, como a barriga, e para órgãos ocos, como o intestino. São feitos com um grampeador

VANTAGENS – Aplicação rápida e mais força para juntar os tecidos

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DESVANTAGENS – Alto custo e cicatrização mais grosseira. Só os grampos superficiais são retirados

COLA

MATERIAL – A cola orgânica é feita de fibrinogênio, uma proteína bovina, misturado com veneno de cobras. A sintética é similar ao Super Bonder

APLICAÇÃO – A orgânica é mais usada para cortes na pele, e a sintética vai melhor em órgãos sólidos, como baço e fígado

VANTAGENS – Aplicação rápida, formação de película que “barra” microorganismos, cicatrização mais discreta e remoção natural

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DESVANTAGENS – É cara e não funciona em tecidos grossos

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