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Onde está Bubbles, o chimpanzé de Michael Jackson?

Aos 43 anos, ele adora pintar e ganha cerca de US$ 30 mil por ano da herança do cantor. Conheça a história do exótico pet do Rei do Pop.

Por Ana Clara Caielli Barreiro 1 Maio 2026, 10h00

O Rei do Pop acumulou uma série de curiosidades em sua vida excêntrica – e uma delas é seu animal de estimação nada convencional: um chimpanzé. É o Bubbles (“Bolhas”, em português), figura conhecida entre os fãs de Michael Jackson devido às suas aparições em videoclipes, filmes e turnês.

No clipe da música Liberian Girl, por exemplo, Bubbles divide a tela com grandes nomes como Quincy Jones, John Travolta, Steven Spielberg e Olivia Newton-John. Veja (a partir do minuto 2:05):

Aos 43 anos, Bubbles ainda está vivo e, atualmente, mora em um santuário de chimpanzés. Ele voltou a aparecer nas manchetes recentemente após o lançamento da cinebiografia Michael, que retrata a vida do cantor, incluindo sua relação com o animal. Estrelado por Jaafar Jackson (sobrinho de Michael), o filme chegou aos cinemas no dia 24 de abril.

Bubbles, no entanto, não compõe o elenco do filme. O chimpanzé que aparece na tela é, na verdade, uma imagem de computação gráfica, já que a utilização de um animal real traria diversos desafios ao set de filmagens (além de levantar dilemas éticos, claro).

A história de um dos chimpanzés mais famosos do mundo

Bubbles nasceu em um laboratório biomédico em 1983 e foi criado por um treinador de animais até ser adotado por Michael. Ele passou a morar com o cantor, primeiro na casa da família Jackson e, depois, em Neverland, o famoso rancho na Califórnia.

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O chimpanzé era tratado como um ser humano: usava roupas, tinha um berço dentro do quarto do Rei do Pop e até fazia as refeições à mesa com ele. Michael também levava o animal em viagens e compromissos de trabalho.

Numa passagem do cantor pelo Japão, durante uma turnê em 1987, Bubbles esteve presente em um encontro de Michael com autoridades do país – e chegou a tomar chá com os convidados. Veja:

O problema é que, apesar de fofos, chimpanzés não são feitos para serem animais de estimação. Com o passar dos anos, Bubbles cresceu, ganhou força e se tornou mais agressivo, inteligente e imprevisível – características naturais de uma espécie selvagem.

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Conviver fora da natureza, acompanhado de humanos, não é apenas perigoso para as pessoas, mas também pode fazer mal à saúde do animal. Por isso, Bubbles teve que sair dos holofotes de Hollywood e da casa de Michael. Ele viveu com o cantor apenas até os seis anos de idade.

Depois da vida na mansão, o chimpanzé passou a viver com um adestrador de animais, com quem permaneceu por muitos anos. Quando o treinador se aposentou em 2005, Bubbles foi transferido, junto com outros 15 chimpanzés da indústria do entretenimento, para o santuário Center for Great Apes, na Flórida. Michael Jackson nunca visitou o animal no local. Ali, Bubbles pôde finalmente viver em um ambiente mais próximo de seu habitat natural.

Fotografia do Bubbles.
(Jim Smeal/Getty Images)

Michael nos deixou em 2009, mas Bubbles segue firme e forte. Atualmente idoso, ele tem 43 anos (chimpanzés em cativeiro costumam viver de 40 a 60 anos) e pesa mais de 80 quilos. É tímido, calmo e, contrariando seu passado de celebridade, não gosta de tirar fotos. Segundo o santuário, o bicho costuma virar as costas quando percebe que está sendo filmado.

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Apesar da timidez, é um dos líderes do grupo de chimpanzés do local. Entre seus companheiros está a fêmea Oopsie, a mais velha do santuário, com 52 anos. Ela também é famosa: participou da série BJ and the Bear (As Aventuras de B.J.), exibida na TV aberta brasileira nos anos 1980.

Um dos hobbies de Bubbles é cuspir água e jogar areia nos visitantes. Ele passa a maior parte do dia dormindo, mas também adora pintar – sim, literalmente, com pincel, tinta e tela. Seu processo artístico é meticuloso: Bubbles usa muitas cores e só entrega o quadro aos cuidadores quando considera a obra totalmente finalizada.

Fotografia do Bubbles pintando.
(Center for Great Apes./Divulgação)

Sua permanência é custeada pela herança de Michael Jackson, que destina cerca de US$ 30 mil por ano à instituição, o equivalente a R$ 150 mil.

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O santuário não é um zoológico e não fica sempre aberto ao público, priorizando o bem-estar dos animais, que deixaram de ser entretenimento. Ainda assim, ocasionalmente são realizadas visitas educativas guiadas, mediante agendamento prévio. Nessas ocasiões, não há contato físico com os chimpanzés.

Qualquer imagem desse tipo que circula na internet é gerada por IA. Recentemente, viralizaram fotos de um suposto encontro entre Jaafar Jackson e Bubbles, o que não ocorreu. Isso rendeu um pronunciamento do santuário.

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