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A ascensão e queda de He-Man nos anos 1980

Com a estreia do filme "Mestres do Universo" após 20 anos em desenvolvimento, relembre como foi o início glorioso (e conturbado) da coleção da Mattel.

Por Rafael Battaglia 18 jun 2026, 12h04
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A concorrência

Os robôs C-3PO dourado e R2-D2 branco e azul, de Star Wars, posam em fundo azul. C-3PO está de pé, com a mão estendida sobre a cabeça de R2-D2, que está ao seu lado. Ao fundo, o Castelo Grayskull e um céu escuro com raios e uma lua.
(Reprodução/Montagem sobre reprodução)

No final dos anos 1970, a Mattel fazia sucesso com Barbie e Hot Wheels, mas penava no segmento de bonecos para meninos. A empresa havia desistido de lançar a primeira linha de brinquedos de Star Wars. A franquia parou nas mãos da fabricante rival Kenner e foi um sucesso. Após fracassos em licenciar sagas como Flash Gordon e Fúria de Titãs, a Mattel resolveu criar uma coleção própria. 

O herói

Pintura de Conan, o bárbaro. Um guerreiro musculoso com capacete de chifres e machado, em pé sobre corpos caídos em batalha, sob um céu laranja tempestuoso. Ao fundo, o Castelo Grayskull e um céu escuro com raios e uma lua.
(Reprodução/Montagem sobre reprodução)

Após pesquisas de mercado, a Mattel decidiu criar um guerreiro bárbaro. As referências foram Conan e o trabalho do artista Frank Frazetta. O designer Roger Sweet fez um protótipo incomum para a época: tinha expressões faciais marcantes e um corpo musculoso, feito com argila a partir de um boneco fracassado da Mattel. Sweet se inspirou em fisiculturistas da época, como Arnold Schwarzenegger. E deu ao boneco o nome He-Man.

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Os personagens

Esqueleto, personagem de desenho animado, com capuz roxo e rosto de caveira amarela, vestindo uma túnica azul com um emblema de ossos cruzados no peito. Ao fundo, o Castelo Grayskull e um céu escuro com raios e uma lua.
(Reprodução/Montagem sobre reprodução)

Outro artista da Mattel, Mark Taylor, ficou responsável pelo restante da primeira coleção. O Esqueleto nasceu de uma experiência traumática: quando criança, Taylor se assustou num parque de diversões com o que, anos depois, descobriu-se tratar de um cadáver real. O Gato Guerreiro foi improvisado: sem grana para criar um veículo para He-Man, a Mattel usou um tigre fora da escala de outra coleção – e botaram uma sela nele.

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O sucesso

Cartaz de He-Man e os Mestres do Universo, com He-Man no centro erguendo a espada, rodeado por Esqueleto, Teela, Mentor, Orko e outras personagens, com raios azuis ao fundo e o Castelo de Grayskull
(Reprodução/Montagem sobre reprodução)

A coleção saiu em 1982, junto com gibis sobre o mundo do He-Man. Em 1983, veio o desenho da Filmnation, que deu à saga um tom mais leve. No primeiro ano, as vendas nos EUA bateram US$ 38 milhões, US$ 25 mi a mais que o previsto. O sucesso inspirou uma linha de licenciados e uma personagem feminina, a She-Ra. Em 1986, as vendas foram a US$ 400 mi e superaram as da Barbie.

A derrocada

Pôster do filme Masters of the Universe com He-Man, interpretado por Dolph Lundgren, musculoso e loiro, segurando uma espada e um rifle futuristas, sobre uma cidade noturna. Acima, um crânio flutua. Abaixo, dois jovens observam. À esquerda, um castelo rochoso em forma de caveira e uma lua no céu escuro. O título Masters of the Universe em destaque, com nomes dos atores Dolph Lundgren e Frank Langella.
(Reprodução/Montagem sobre reprodução)
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A Mattel inundou as prateleiras com personagens secundários, e isso saturou o mercado. Na falta do He-Man e do Esqueleto, crianças mais novas não conseguiam começar a colecionar. O fracasso do filme de 1987 não ajudou e, naquele ano, as vendas despencaram para US$ 7 mi. A Mattel descontinuou a coleção em 1988. Mestres do Universo ficou em hiato por uma década, até que uma onda nostálgica impulsionu novos brinquedos, games e animações nos anos 2000.

Para saber mais: série Brinquedos que Marcam Época, da Netflix.

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