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Quase não nascem mais tartarugas macho na Austrália

E se você acha que a culpa é do aquecimento global, está coberto de razão

Por Lucas Baranyi 9 jan 2018, 17h46 | Atualizado em 2 jul 2026, 17h14
Quase não nascem mais tartarugas macho na Austrália Priorizar nos meus resultados Google

As tartarugas marinhas da Grande Barreira de Corais da Austrália (uma região que inclui 2,9 mil recifes, 600 ilhas continentais e 300 atóis de coral) podem estar diante de um problema gravíssimo: um número cada vez maior de fêmeas está nascendo – e a culpa é do aquecimento global. O resultado, em alguns anos, pode ser o desaparecimento dos machos – e, com a falta de pares para a reprodução, a extinção da espécie.

Antes que você pense que essa é mais uma teoria da conspiração infundada, a explicação é simples: o gênero das tartarugas marinhas é altamente influenciado pela temperatura das areias nas quais os ovos são chocados – quanto mais quente o ambiente, maior é a probabilidade de nascer uma fêmea.

Um estudo realizado pelo National Oceanic and Atmospheric Administration, da Universidade Estadual da Califórnia, e o Worldwide Fund for Nature Australia, foi publicado nesta terça-feira (9) e examinou duas populações distintas de tartarugas nos recifes da região. A pesquisa descobriu que a imensa maioria dos 200 mil animais ao norte (região mais quente) eram fêmeas.

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E imensa maioria não é uma força de expressão: são 99,1% de fêmeas dentre as tartarugas juvenis, 99,8% entre as jovens e 86,8% entre as adultas – no sul, a aparição de fêmeas varia entre 65% e 69%.

Os comentários do principal autor do estudo, Dr. Michael Jensen, dentro do próprio paper, são alarmantes. “Temperaturas extremas de incubação não apenas podem produzir crias fêmeas, mas também aumentar a mortalidade entre embriões em fase de desenvolvimento”, afirmou. “Ainda que possamos passar por anos mais frios para a produção de mais machos, no âmbito geral, é esperado que as temperaturas continuem aumentando”, completou.

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