🔥 Mês do Cliente: Revista Impressa + Digital Premium por R$ 14,99/mês!

Quando contar a alguém que ele está sendo traído? A ciência diz

Pesquisadores descobriram os 3 principais fatores que levam pessoas a dedurar um amigo que está traindo (ou contar que ele está sendo enganado).

Por Ana Carolina Leonardi Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 mar 2017, 14h23 | Atualizado em 15 mar 2017, 14h23
Quando contar a alguém que ele está sendo traído? A ciência diz Priorizar nos meus resultados Google

A maior parte das pessoas diria que trair alguém dentro de um relacionamento monogâmico é errado. Mas, na prática, as coisas podem não ser tão simples: trocar mensagens românticas é trair? E só beijar?

A coisa fica mais mais complexa quando quem descobre o caso não é o traído, e sim um amigo do casal. Foi essa situação constrangedora que pesquisadores da Universidade de Michigan foram pesquisar. Eles queriam entender o que leva uma pessoa próxima a revelar uma traição.

Para isso, entrevistaram 487 voluntários, que eram apresentados à seguinte situação:

“Imagine que você conhece a pessoa A, que está num relacionamento. Você descobre que o parceiro dela, pessoa B, fez sexo com penetração com a pessoa C”.  A frase já definia claramente o que deveria ser considerado traição na pesquisa.

Continua após a publicidade

Depois, surgiam uma lista de informações sobre cada envolvido, incluindo o quão próximo o voluntário é das pessoas A e B, quais as circunstâncias do relacionamento e quem era a pessoa C. Ao ler cada nova informação, o participante tinha que dizer se ela aumentava ou diminuía a chance de dedurar o caso à pessoa A.

Um das primeiras descobertas da pesquisa foi que quanto mais sabemos sobre a infidelidade, maior a tendência de revelarmos o caso. Mas os pesquisadores encontraram 3 fatores específicos que eram os mais importantes na hora de tomar essa decisão.

Continua após a publicidade

e046a-disk2bduny2b252812529

Transição, romance e saúde

Continua após a publicidade

Os participantes demonstraram uma inclinação bem maior à delatar a traição quando o casal estava próximo de um importante momento de mudança, como noivar ou casar.

O segundo fator decisivo era se o comportamento era recorrente. Se o caso já durasse um tempo com a mesma pessoa e parecesse mais um compromisso paralelo do que uma escapada, o traidor tinha mais chances de ser dedurado.

Continua após a publicidade

O último quesito eram as DSTs: quando o participante sabia que a Pessoa C tinha contraído algum tipo de doença, ele se sentia obrigado a contar do caso para proteger a pessoa traída de um possível contágio.

Fora o trio principal de motivos, o estudo encontrou outras razões interessantes. Um deles é que protegemos quem é mais próximo de nós. Se o traído é um parente ou amigo chegado, as chances de contar aumentam. Por outro lado, se foi o amigão quem traiu, aí a tendência é deixar passar.

Continua após a publicidade

Grana, abuso e karma

Outros vieses eram menos óbvios: os participantes expunham mais o traidor quando ele dependia financeiramente do traído. Quem paga as contas tinha mais chance de se safar do enrosco.

Quando a vítima da traição tinha, além disso, histórico de sofrer abuso psicológico ou físico do parceiro, os voluntários também decidiam abrir o jogo com mais frequência. Agora, se o abusador era o traído, eles preferiam o silêncio (provavelmente para evitar ainda mais violência).

Por último, um dos casos em que os voluntários resolviam não contar da traição era se a vítima já tivesse uma reputação de ter pulado a cerca várias vezes antes de ser traída. Com algum senso de karma, os participantes resolveram não entrar nessa treta e seguiram a máxima de “Tudo o que vai, volta”.

Não dá para afirmar que todo mundo agiria conforme essas regras. Até porque, a maior parte da amostra do estudo eram mulheres jovens, em seus 20 anos, e todas da mesma universidade. Para ter um retrato mais diversificado, seria preciso saber se homens de 60 anos, por exemplo, teriam a mesma opinião.

Mas a pesquisa serve, ao menos, como uma análise preliminar. E mostra que, em uma tarefa tão desconfortável quanto a de ser o mensageiro de uma traição, as pessoas vão atrás de um senso mais ou menos compartilhado de “justiça” para decidir se expõem ou não quem aprontou.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com uma árvore estilizada em verde-claro ao ladoMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo O mês é do cliente. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Básico

Enquanto você lê isso, o mundo muda — e quem tem Superinteressante Digital sai na frente.
Tenha acesso imediato a ciência, tecnologia, comportamento e curiosidades que vão turbinar sua mente e te deixar sempre atualizado.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Superinteressante todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 10,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).