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O dono do mundo e o herdeiro do trono

Grandes questões diplomáticas intergalácticas o Oráculo ajuda a resolver. De quebra, cada uma traz sua própria ideia de ouro embutida

Por Redação Superinteressante Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 jan 2014, 22h00 • Atualizado em 31 out 2016, 18h45
  • por Edição: Felipe van Deursen e Alexandre Versignassi Reportagem: Fronteira – Agência de Jornalismo

    Ideia 32: OBLESCÊNCIA DO MAL
    “Comprei um iPhone 4 e, na semana seguinte, lançaram o 4S. O Procon não deveria obrigar os fabricantes a dizer qual é a “data de validade” dos smartphones?

    Jon Guik,
    Nova Cupertino, SP

    O Código de Defesa do Consumidor obriga os fabricantes a informar a vida útil dos produtos, assim como de seus softwares, lembra João Paulo Amaral, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). O problema aí é definir o que é “vida útil”. Um smartphone não deixa de funcionar quando lançam a geração seguinte. Mas chega uma hora em que deixam de existir aplicativos para ele. Aí é como se a data de validade tivesse expirado mesmo.

    A ideia: Coibir a obsolescência programada, sem inibir a inovação.

    Ideia 33: E.T. TELEFONE CASA BRANCA
    Se um disco voador pousar no meu quintal e os ETs disserem “Leve-me ao seu líder”, para quem eu levo? Dilma? Obama? Secretário-Geral da ONU?

    A. Liendolfo,
    Varginha, MG

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    Na prática, leve logo ao Barack Obama, nosso líder supremo. Segundo Luiz Augusto Faria, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, você deveria levar o diplomático alienígena ao Conselho de Segurança da ONU. Do ponto de vista constitucional e jurídico, os cinco membros permanentes detêm o poder do mundo: Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França. E, dentre eles, quem tem mais poder são os EUA, cujo presidente você sabe bem quem é, a não ser que seja um ET. “Quem decide tudo no Conselho são os EUA”, explica Faria, sem rodeios. É só lembrar que há 10 anos o país invadiu o Iraque mesmo sem a aprovação dos outros membros, deixando a ONU no vácuo, falando sozinha.

    A ideia: Uma ONU que represente para valer o mundo todo. Por que, na prática, ainda somos tribais: vale a lei do mais forte.

    Ideia 34: HEAVEN. I’M IN HEAVEN
    Por que não existe um remédio para deixar sóbrio?

    Jadson Canabrava,
    Barra do Mé, PB

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    Existe, mas ainda não é vendido a vocês, pobres mortais bêbados. Cientistas da Universidade da Califórnia criaram uma versão artificial de duas enzimas que atuam no metabolismo do álcool, aumentando a velocidade com que o corpo se livra da birita. Os testes em humanos devem começar em breve, e o remédio começará a ser produzido em dois anos. Aleluia.

    A ideia: Evitar bêbados ao volante.

    Ideia 35: TRADUÇÃO MUITO LOUCA
    Sempre vejo nomes de filmes estrangeiros em português que não têm nada a ver com o título original. Muitas vezes passa até uma ideia errada do que será retratado no filme. Quem escolhe esses títulos?

    Rubens Rodolfo Filho,
    Hollywood, CE

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    Quem comete isso é o departamento de marketing das distribuidoras. “Nada de culpar os tradutores por eventuais deslizes”, diz Iuri Abreu, autor do livro Perdidos na Tradução. A tendência no Brasil é criar um título que ajude a vender o filme. Por isso vemos coisas estranhas, do tipo Se Beber, Não Case, filme cuja tradução literal seria “A Ressaca” (The Hangover). O título ficou ainda mais sem pé nem cabeça com o terceiro filme da série, que não tem casamento. Mas, segundo Abreu, “a ressaca” não teria o mesmo apelo comercial. Mesmo assim, Hot Tub Time Machine (“A Banheira-Máquina do Tempo”), que saiu um pouco depois aqui, foi lançado como… A Ressaca (!).

    A ideia: Que os títulos traduzidos respeitem mais o original e menos o achismo das distribuidoras.

    Ideia 36: GOL É GOL. E VICE-VERSA
    Não entendo essa matemática da Libertadores e da Copa do Brasil. A regra faz gol fora de casa valer mais, para incentivar o ataque do visitante. Mas algo me diz que isso só multiplica as táticas retranqueiras. Faz sentido?

    Claudia Amarilla,
    Assunção, Paraguai

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    A regra existe desde 2005 na Libertadores e, desde então, a média de gols até subiu entre as oitavas e as semifinais, em que ela vigora. Mas é uma vantagem pequena, menor que a chuteira do pequenino campeão Bernard: nos quatro anos anteriores, a média foi de 2,5. Esse número subiu só 0,2 desde então. Nem dá para ver aumento aí. Para Sérgio Xavier, diretor da revista PLACAR e comentarista esportivo, a regra realmente estimulou a cautela. Afinal, já que o gol fora de casa vale mais, o time visitante é incentivado a se arriscar, fazendo com que o dono da casa se feche mais na defesa. “Com isso, o anfitrião, que nas Libertadores passadas ia que nem louco para fazer gol, não vai tanto”, diz.

    A ideia: Que um gol valha um gol. Que dois valham dois. E assim por diante…

    Ideia 37: ETERNA DÚVIDA (OU NÃO)
    Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?

    Alexandre Queiroz,
    Três Corações, MG

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    1. Foi o ovo. É que quem botou o primeiro ovo de galinha não foi uma galinha, mas uma ave parecida.

    2. Essa ave produziu um ovo mutante. E o que saiu de lá foi uma galinha. É o que Darwin descobriu.

    3. A ideia: Deveriam ensinar evolução direito nas escolas, até que esta pergunta perca a graça.

    Ideia 38: PÁ PUM
    Se um casal real tiver filhos gêmeos, qual deles será herdeiro do trono?

    George,
    o rei da Floresta, Floresta

    Aquele que nascer primeiro. Caso os gêmeos sejam uma menina e um menino, vai depender de cada monarquia – algumas permitem que apenas o menino seja herdeiro.

    A ideia: Acabar com as monarquias e suas idiossincrasias, como essa.

    Pergunte ao Oráculo! Escreva para superleitor@abril.com.br com o assunto “Oráculo” e mencione sua cidade e Estado.

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