Oferta Relâmpago: Super por 7,99

Há 3 tipos de pessoas que veem pornô. Qual é o seu?

Pesquisadora francesa divide a audiência em três perfis de usuários, que sofrem diferentes consequências psicológicas

Por Bruno Vaiano Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 mar 2017, 18h07 | Atualizado em 2 jul 2026, 17h30
Há 3 tipos de pessoas que veem pornô. Qual é o seu? Priorizar nos meus resultados Google

Marie-Pier Vaillancourt-Morel, psicóloga da Universidade de Montreal, no Canadá, está de olho no que você faz quando o navegador está no modo anônimo. Em um artigo científico, ela e sua equipe analisam os padrões de consumo de pornografia por 830 voluntários — que responderam a um questionário de mais de 40 questões sobre o tema. Baseada nos resultados e em pesquisas anteriores, ela dividiu a audiência do Pornhub em três categorias.

Os usuários leves (75,5%), que passam só meia hora por semana assistindo a filmes pornográficos, são em geral mulheres ou casais. Nesse perfil, o que vale é a diversão. Essas pessoas estão satisfeitas com a própria vida na cama e não sofrem de problemas psicológicos, como aversão ao contato físico com parceiros ou a compulsão sexual. O consumo de pornografia não afeta em nada a saúde de quem está nessa categoria.

Já os compulsivos (11,8%) são, em sua maior parte, homens. Eles assistem no mínimo duas horas de pornô por semana, se esforçam mais que o normal para acessar o conteúdo desejado e se desgastam emocionalmente por causa disso. Muitas vezes eles não são bons de flerte e não sabem lidar tão bem com as próprios sentimentos. Na contramão do senso comum, este problema é psicológico e está associado à compulsão sexual, mas não costuma ter consequências físicas como a disfunção erétil — o vício em pornografia até aumenta a excitação em situações reais.

Continua após a publicidade

O terceiro grupo (12,7%) é o que menos consome conteúdo pornográfico: só 17 minutos por semana, em média. Por outro lado, são eles os que mais sentem peso na consciência por causa da prática. Pessoas desse grupo impõem severas restrições morais a si mesmas, geralmente de origem social ou religiosa, e o tabu se reverte em prejuízo também na vida real — é essa a parcela de usuários que mais sofre com disfunções sexuais.

Continua após a publicidade

O questionário aplicado está disponível aqui, em inglês. Embora algumas conclusões já fossem previsíveis — como a relação mais saudável das mulheres com a pornografia —, a influência de crenças religiosas e imposições morais sobre o terceiro grupo ainda não é um fenômeno tão conhecido ou compreendido.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner laranja com ícone de árvore e raio, texto OFERTA RELÂMPAGO Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas Superinteressante e Veja, e um celular com aplicativo de notíciasBanner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em destaque, acompanhado de um ícone de raio. Abaixo, Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas: Super, Veja e uma menor, Guia Quatro Rodas. No canto superior direito, um ícone de árvore estilizada
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Premium

Enquanto você lê isso, o mundo muda — e quem tem Superinteressante Digital sai na frente.
Tenha acesso imediato a ciência, tecnologia, comportamento e curiosidades que vão turbinar sua mente e te deixar sempre atualizado
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 2,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 63% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Superinteressante todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).