Quem determina quando a sigla LGBTQIA+ vai ganhar uma letra nova?
Veja uma breve história do movimento.
Ninguém em específico: a sigla vai evoluindo de acordo com as pautas do movimento, seguindo principalmente as tendências da sociedade americana.
A história das siglas começa juntamente com o próprio movimento LGBT, no final da década de 1970 – pessoas de minorias sexuais já existiam antes disso, claro, mas foi nesta época que passaram a se organizar em coletivos sociais para reivindicar direitos e combater preconceitos. No Brasil, por exemplo, surgem os primeiros folhetins voltados para esta temática: o Lampião da Esquina, feito por e para pessoas homossexuais, e o Chanacomchana, um jornal (obviamente) lésbico.
No comecinho, o termo “gay” era usado para resumir todo o grupo. A primeira sigla a surgir por aqui foi simplesmente “GLS”: “gays”, “lésbicas” e “simpatizantes” – estes últimos sendo pessoas heterossexuais que apoiavam a causa. Essas três letrinhas persistiram até depois dos anos 2000, mas foram gradualmente substituídas pela “GLB” – aqui, saem de cena os simpatizantes e entram os bissexuais.
Mais tarde veio a clássica “LGBT”, adicionando as pautas das pessoas transexuais e travestis ao movimento e colocando o “L” na frente do “G” para maior visibilidade das lésbicas. Essa versão é provavelmente a mais usada no mundo.
Nos últimos anos, porém, novas identidades passaram a ser representadas também, especialmente nos EUA. Não há um consenso sobre quais entram ou não – isto varia bastante dependendo de lugar e de contexto, e círculos mais progressistas costumam adotar acrônimos maiores.
Uma sigla recente e comum, por exemplo, é a LGBTQIAPN+: o Q é de “queer”, uma palavra em inglês que significa “bizarro” ou “esquisito” e que era inicialmente um xingamento contra minorias, mas que foi ressignificado como um termo cultural pela comunidade para descrever identidades que não se encaixam nos padrões; o I é de “intersexo”, antes chamados pelo termo inadequado “hermafroditas”; o A, de “assexuais”; o P de “panssexuais” e o N de “não-binários”. O “+”, por sua vez, é a parte pragmática: incluí todas as outras identidades minoritárias. Por isso, para fins de resumo, a sigla LGBT+ também pode ser utilizada.
Pergunta de @fernanda1sa, via Instagram






![[RELAMPAGO] PAYWALL (728 x 90 px) Banner laranja com ícone de árvore e raio, texto OFERTA RELÂMPAGO Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas Superinteressante e Veja, e um celular com aplicativo de notícias](https://beta-develop.super.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/07/RELAMPAGO-PAYWALL-728-x-90-px.gif)
![[RELAMPAGO] PAYWALL - 328x79 Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em destaque, acompanhado de um ícone de raio. Abaixo, Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas: Super, Veja e uma menor, Guia Quatro Rodas. No canto superior direito, um ícone de árvore estilizada](https://beta-develop.super.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/07/RELAMPAGO-PAYWALL-328x79-1.gif)