🔥 Mês do Cliente: Revista Impressa + Digital Premium por R$ 14,99/mês!
Imagem Blog

Oráculo

Por aquele cara de Delfos Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Ser supremo detentor de toda a sabedoria. Envie sua pergunta pelo inbox do Instagram ou para o e-mail maria.costa@abril.com.br.

Quando começaram a usar gesso na ortopedia?

Confira uma breve história das imobilizações, das bandagens com cera às misturas com amido.

Por Rafael Battaglia 15 jun 2025, 18h03 | Atualizado em 4 jun 2026, 16h15
Quando começaram a usar gesso na ortopedia? Priorizar nos meus resultados Google

Para responder a essa pergunta, precisamos entender a história das imobilizações – que, na real, funcionam mais ou menos do mesmo jeito há milhares de anos.

No Egito Antigo, uma perna quebrada era tratada com talas e uma técnica de bandagem similar à aplicada nas nas múmias. Já na Grécia, usava-se ataduras melecadas com cera e resina. 

Na Idade Média, havia tratamentos parecidos com o método grego, mas com outros materiais, como argila, farinha e clara de ovo. A maçaroca tinha um propósito: permitir que os médicos moldassem o curativo (que, depois, iria secar e endurecer).

Só que as misturas usadas até então demoravam dias para firmar. Isso era um problema particularmente preocupante durante as guerras, em que os médicos do exército não podiam perder tempo enfaixando os (muitos) feridos em combate.

Continua após a publicidade

No início do século 19, época em que Napoleão Bonaparte empreendeu uma série de batalhas na Europa, médicos militares começaram a experimentar novos métodos e ingredientes para imobilizar pacientes. Um dos mais difundidos foi o do belga Louis Joseph G. Seutin, que desenvolveu bandagens embebidas em amido.

Continua após a publicidade

Em 1839, o francês Lafargue de St. Emilion adicionou à mistura de amido um elemento que era usado há milênios na construção civil, mas que até então não havia sido explorado na medicina: pó de gesso.

O gesso é obtido por meio da desidratação da gipsita, um mineral. Em contato com a água, ele se expande e endurece rapidamente. Diversas sociedades o usaram de diversas formas, como em rebocos de parede e na base de afrescos (aquelas pinturas feitas na parede, típicas de igrejas católicas). O gesso, diga-se, é um dos ingredientes do cimento.

Continua após a publicidade

O uso do gesso reduziu o tempo de secagem dos curativos para seis horas. Alguns anos depois, um cirurgião militar holandês chamado Anthonius Mathijsen foi além: usou ataduras com gesso e água e conseguiu que elas endurecessem em poucos minutos. 

Mathijsen não foi o único. Na mesma época, o médico russo Nikolay Pirogov, da Academia Médico-Cirúrgica de São Petersburgo, também decidiu testar talas com gesso. Ele teve a ideia ao ver um escultor usando panos molhados com o material.

Continua após a publicidade

A técnica rapidamente se espalhou pelo mundo, já que era barata, rápida e eficaz. Por décadas, médicos e enfermeiras tinham que produzir as próprias bandagens usando pó de gesso. Nos anos 1930, na Alemanha, surgiu no mercado as primeiras ataduras que já vem gessadas de fábrica, parecidas com as usadas hoje. 

Pergunta de Andressa Rodrigues Moreira, de Pindamonhangaba, São Paulo

Continua após a publicidade

Fonte: artigo “Plaster of Paris–Short History of Casting and Injured Limb Immobilization”.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com uma árvore estilizada em verde-claro ao ladoMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo O mês é do cliente. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Básico

Enquanto você lê isso, o mundo muda — e quem tem Superinteressante Digital sai na frente.
Tenha acesso imediato a ciência, tecnologia, comportamento e curiosidades que vão turbinar sua mente e te deixar sempre atualizado.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Superinteressante todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 10,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).