Qual a importância dos mosquitos? Por que não podemos extingui-los?
Ruim com eles, pior sem eles.
Às vezes dá vontade, mas levar esses insetos à extinção intencionalmente seria extremamente arriscado (além de muito difícil).
Eles polinizam plantas, servem de alimento para outros bichos e ajudam no transporte de microrganismos. Algumas espécies de mosquito existem há mais de 2 milhões de anos. Só a família Culicidae reúne cerca de 3.600 espécies, das quais apenas algumas dezenas transmitem patógenos causadores de doenças.
Não sabemos exatamente quais seriam as consequências a longo prazo, mas mexer com algo que faz parte do ecossistema há tanto tempo não costuma ser uma boa ideia.
No caso das doenças transmitidas por eles, embora a extinção não seja uma solução, o controle da proliferação dos mosquitos se torna necessário. “É diferente eliminar mosquitos que não deveriam estar aqui dos que vivem há milhões de anos em áreas silvestres. O objetivo deve ser restaurar o equilíbrio”, afirma Lincoln Suesdek, biólogo do Laboratório de Parasitologia do Instituto Butantan.
Isso exige uma estratégia integrada, que inclua vacinas, conscientização da população, medidas sanitárias e investimento em pesquisa. Um outro método possível é o controle biológico, que utiliza fungos e outros agentes naturais para combater os mosquitos.







