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Palavras cotidianas tendem a ser mais curtas em todas as línguas?

Sim. Isso decorre de uma otimização natural das línguas, explicada pela Lei da Brevidade. Entenda.

Por Luisa Costa 16 set 2022, 16h00 | Atualizado em 4 jun 2026, 15h42
Palavras cotidianas tendem a ser mais curtas em todas as línguas? Priorizar nos meus resultados Google

Sim. Isso vale para todos os idiomas já testados – foram mais de mil, pertencentes a 80 famílias linguísticas diferentes –, para diversas formas de comunicação animal e até para as linguagens de programação usadas por engenheiros de software. Mesmo em línguas como o japonês e o chinês, em que palavras inteiras são representadas por um único logograma, os mais incomuns tendem a exibir mais traços.

Como algumas línguas mantêm a ortografia fossilizada em uma forma muito diferente da real pronúncia (vide a diferença entre a quantidade de letras do nome francês Peugeot e o som curto da palavra pronunciada – um breve “pejô”), é importante ir além de documentos escritos e verificar se a lei se aplica também à duração dos vocábulos na fala. E a resposta é sim.

A chamada Lei da Brevidade (ou Lei da Abreviação de Zipf) foi enunciada pelo estatístico George Zipf em 1945. Essa otimização das línguas é natural porque decorre de um cabo de guerra entre duas forças: a maximização do sucesso na transmissão da mensagem (que pede palavras mais longas, para evitar confusão) e a redução máxima do tempo necessário para transmitir a mensagem (que pede palavras mais curtas, óbvio).

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Zipf é autor de uma outra lei, ainda mais intrigante – e conhecida simplesmente como Lei de Zipf. Ela diz que, num texto qualquer, a palavra mais frequente aparece com o dobro da frequência da segunda palavra mais frequente. E que a segunda palavra aparece com um terço da frequência da terceira. E que a terceira aparece com um quarto da frequência da quarta. Se você encontrar um texto numa língua desconhecida e precisar determinar se ele é autêntico ou só uma testada no teclado, a lei de Zipf permite fazer o teste sem que você precise saber o significado das palavras.

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Pergunta de Renato Antoniassi, São Paulo, SP.

Fontes: Estudos “Linguistic Laws in Speech: The Case of Catalan and Spanish”; “The variation of Zipf’s law in human language”.

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