“Mario vs. Donkey Kong” requer mais inteligência do que habilidade. E isso é bom
Jogo foge um pouco da fórmula tradicional e tem mais de 130 fases com "puzzles", em que o objetivo é levar uma chave até a fechadura ou guiar mini-Marios até uma caixa; leia review
Jogo foge um pouco da fórmula tradicional e tem mais de 130 fases com “puzzles”, em que o objetivo é levar uma chave até a fechadura ou guiar mini-Marios até uma caixa; leia review
No primeiro Donkey Kong, de 1981, a ação se passa numa tela estática – que o protagonista Mario vai escalando enquanto desvia de barris jogados pelo macaco. Com o sucesso do jogo nos arcades, vieram Donkey Kong Jr. (1982) e Mario Bros. (1983): mais elaborados e com variações, mas mantendo a mecânica de tela única. Em 1985, tudo mudou: em Super Mario Bros., lançado para o NES de 8 bits, a tela rolava lateralmente, permitindo ao jogador explorar cenários muito maiores.
Ao longo dos anos, a Nintendo foi alternando entre esses dois estilos de jogo (e explorou outros, como os mundos 3D de Mario 64 ou a mecânica “gravitacional” de Mario Galaxy). Mas a maioria dos jogos da franquia é do tipo side-scroller. Mario vs. Donkey Kong, que está sendo lançado para Nintendo Switch, não é assim: ele adota o estilo de tela única, levemente ampliado (alguns cenários têm alguma rolagem para os lados ou para cima).
O game também tem uma diferença conceitual em relação aos antecessores: é mais baseado no raciocínio do que na destreza. O objetivo é pegar uma chave e levá-la até a fechadura – mas, para isso, não basta pular e atravessar plataformas. Você tem de acionar mecanismos, manipular inimigos e aproveitar certos detalhes do cenário para conseguir transpô-lo. Ou seja, Mario vs Donkey Kong é muito mais um puzzle do que um jogo de ação.
E isso é ótimo. As charadas são ao mesmo tempo acessíveis e desafiadoras, com uma curva de dificuldade que aumenta no ritmo certo. As fases têm um limite curto de tempo (120 a 250 segundos), o que as torna convidativas para o jogo casual – você pode pegar o Switch e se divertir um pouquinho, sem precisar mergulhar no game.
A mecânica de jogo também é interessante. A chave tem limite de tempo: só pode ficar 12 segundos fora das mãos de Mario, ou retorna automaticamente para o ponto inicial. Isso, mais os obstáculos posicionados com inteligência pela Nintendo, exigem que você pense bem na sequência de movimentos que vai fazer – dá para congelar o relógio das fases, apertando um botão, para estudar seus cenários.
[abril-veja-tambem]W3sidGl0bGUiOiJNb2RvIG9ubGluZSBkw6EgZsO0bGVnbyBleHRyYSBhIFwiU3VwZXIgTWFyaW8gV29uZGVyXCIiLCJpbWFnZUxvYWRlZCI6IiIsImxpbmsiOiJodHRwczovL3N1cGVyLmFicmlsLmNvbS5ici9jb2x1bmEvYnJ1bm8tZ2FyYXR0b25pL21vZG8tb25saW5lLWRhLWZvbGVnby1leHRyYS1hLXN1cGVyLW1hcmlvLXdvbmRlciIsImhlYWRpbmciOiIiLCJoZWFkaW5nLWxpbmsiOiIifSx7ImlkIjo0NjY0MCwidGl0bGUiOiJTdXBlciBNYXJpbyBCcm9zLiAmI3hFOTsgdW0gam9nbyBiZW0gbWFpcyBkaWYmI3hFRDtjaWwgZG8gcXVlIHNlIGltYWdpbmEifV0=[/abril-veja-tambem]
Ao final de cada mundo (são oito), há uma fase na qual você guia pequenos Marios, que reproduzem os seus movimentos, até uma caixa. Em seguida, vem uma batalha contra o gorila – ela é divertida, embora um pouco fácil demais. Mas isso é esperado (chefes meio bobos são uma tradição da franquia Mario).
O game tem bastante conteúdo, mais de 130 fases, e preço razoável (na versão digital, é 30% mais barato que os games de preço cheio). Isso torna Mario vs Donkey Kong uma boa pedida, tanto para quem costuma jogar Mario e outros platformers quanto para os fãs de puzzles.
Mario vs Donkey Kong custa R$ 249 na loja virtual do Switch. Também está disponível como mídia física, por R$ 299 (veja exemplo abaixo).







