Gracioso e inteligente, “Darwin’s Paradox!” explora bem a destreza dos polvos
Game de ação tem protagonista que pode se camuflar, grudar em superfícies, espirrar tinta e manipular objetos para atravessar fases bonitas e difíceis; leia análise
Os polvos têm três corações e nove cérebros: um central e oito paralelos, nos tentáculos. Não enxergam cores – mas conseguem reproduzi-las na própria pele. São capazes de editar o próprio RNA, para produzir novas proteínas, e têm um genoma maior que o humano. Os polvos são tão diferentes dos outros animais que há quem defenda a tese de que são “alienígenas” – seus ovos teriam chegado à Terra já formados, a bordo de um cometa.
Também são ótimos protagonistas de games. A prova disso está em Darwin’s Paradox!, que foi desenvolvido pelo estúdio francês ZDT para a produtora japonesa Konami e será lançado na próxima quinta (dia 2). O jogo explora bem as habilidades típicas dos polvos – e o resultado é um platformer criativo e divertido.
Você controla Darwin, polvinho que escapa de um laboratório enquanto a Terra está sendo invadida por uma espécie de outro planeta. O visual impressiona, com ambientes belíssimos e, em certos pontos, uma quantidade espantosa de elementos simultâneos na tela (a fase do lixão, logo no começo, parece um jogo de próxima geração). O mundo é gigantesco; Darwin, pequeno e frágil.
Mas esperto. Pode nadar ou andar, consegue grudar em superfícies, espirrar tinta ou mudar de cor para se camuflar, e pode manipular objetos com seus tentáculos. O design das fases é ótimo, porque vai desenvolvendo essas habilidades de várias formas. Darwin nem sempre adere às superfícies, por exemplo: se ele estiver coberto de um líquido brilhante (do qual precisa para atravessar determinados trechos escuros), não consegue fazer isso.
O jogo tem momentos bem difíceis, nos quais você vai morrer bastante. Mas os obstáculos não são punitivos ou apelões, e há fartura de checkpoints (você geralmente recomeça bem perto de onde morreu). Além disso, em algumas sequências mais enigmáticas é possível acionar o botão “Ajuda”, que mostra uma dica sobre o que fazer para resolver determinado puzzle. No geral, o nível de dificuldade é bem calibrado.
A soma de qualidades (protagonista simpático, cenários bonitos, fases inventivas e desafiadoras) torna Darwin’s Paradox! uma excelente pedida. O único porém é que ele é relativamente curto: 5 a 7 horas, dependendo do seu ritmo. Já merece uma continuação.
Darwin’s Paradox! será lançado nesta quinta (dia 2/4) para PlayStation, Xbox, Switch e PC (Steam), por R$ 142,50. Também é possível baixar gratuitamente uma versão demo.






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