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Você usa o botão “soneca”? Pode ser sinal de um sono ruim

Um estudo dos EUA analisou a relação entre os alarmes para despertar com a qualidade do nosso descanso. Confira.

Por Leo Caparroz 21 out 2022, 19h47 | Atualizado em 4 jun 2026, 15h47
Você usa o botão “soneca”? Pode ser sinal de um sono ruim Priorizar nos meus resultados Google

Segunda-feira, sete da manhã. O despertador toca e você, ainda meio sonâmbulo,  começa a procurar o celular. Qual a sua primeira ação? Desligar o alarme de uma vez – ou apertar o botão “soneca” e curtir uns minutinhos extras na cama?

É mais provável que você tenha escolhido a segunda opção. Em um recente estudo da Universidade de Notre Dame (EUA), 57% dos participantes demonstraram ter o hábito de estender o alarme para dormir mais – algo que médicos geralmente desaconselham.

Estima-se que 1 em cada 3 pessoas nos EUA não durma o suficiente. No Brasil, são 2 em cada 3. Com muitas pessoas cronicamente cansadas, a soneca extra seria um jeito de lidar com a exaustão. Mas será que funciona?

Como o estudo foi feito

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A pesquisa entrevistou 450 adultos com emprego assalariado em tempo integral. Além de questionários diários, os participantes usavam dispositivos que mediam a duração de seu sono e a frequência cardíaca.

De acordo com o estudo, as mulheres eram 50% mais propensas a cochilar do que os homens. Quem tirava mais sonecas também sofria mais distúrbios durante as horas de sono. Voluntários com hábitos noturnos (e que, consequentemente, dormiam mais tarde) cochilavam mais e ficavam mais cansados.

Os pesquisadores ressaltam que essas estatísticas representam apenas um pedaço da população que, provavelmente, têm melhores hábitos de sono. Não entraram no estudo, por exemplo, adolescentes e famílias de baixa renda. “É uma estimativa conservadora da população em geral”, admite Stephen Mattingly, principal autor do estudo.

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Bons sonhos

Mas, afinal: a soneca logo depois de acordar é um hábito ruim?

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“Pelos nossos dados, e pelo que sabemos da fisiologia humana, não faz muita diferença acordar só com um alarme ou apertar o botão soneca e despertar com dois, três alarmes”, conta Aaron Striegel, outro autor do estudo.

“Agora, se para você é imprescindível ter um alarme, pode ser um problema – sinal de que não está dormindo direito”, acrescenta. Quando os entrevistados acordaram naturalmente, sem precisar de alarme, dormiam mais – e precisaram de menos cafeína pela manhã.

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Um alarme também pode interromper o ciclo natural do sono, te deixando cansado e meio grogue. Acordar durante um sono REM é melhor, pois nessa fase seu cérebro já está quase totalmente desperto. Diferente do que acontece quando se levanta no meio de um sono profundo: nesse estágio, o cérebro ainda não está preparado para acordar.

Os pesquisadores concordam que mais pesquisas são necessárias para entender ainda mais os possíveis impactos negativos da soneca. Por enquanto, o melhor conselho é que todos durmam tanto quanto seu corpo julgar necessário.

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