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Um dia em Urano é 28 segundos mais longo do que se pensava

Entenda a razão por trás da mudança e a sua importância para os estudos astronômicos

Por Bela Lobato 8 abr 2025, 19h00 | Atualizado em 4 jun 2026, 16h20
Um dia em Urano é 28 segundos mais longo do que se pensava Priorizar nos meus resultados Google

Um dia em Urano acaba de ficar um pouco mais longo. Calma, ninguém está fabricando tempo no espaço sideral, e nada mudou na órbita do sétimo planeta do Sistema Solar. Na verdade, cientistas apenas recalcularam melhor o tempo estimado que Urano leva para dar uma volta completa em torno do próprio eixo.

A estimativa anterior havia sido feita na década de 1980, com base em dados da espaçonave Voyager 2 da Nasa. Agora, com base na observação de uma década de auroras no gigante gelado, os cientistas conseguiram rastrear melhor os polos magnéticos do planeta, o que permite calcular a rotação com mais precisão.

A conclusão é que uma rotação completa no gigante gelado demora 17 horas, 14 minutos e 52 segundos — 28 segundos a mais do que na estimativa anterior.

As descobertas foram feitas algumas semanas antes do 35º aniversário do lançamento do telescópio Hubble. O ônibus espacial Discovery, da Nasa, colocou o telescópio espacial em órbita em 24 de abril de 1990. “As observações contínuas do Hubble foram cruciais”, disse o autor principal Laurent Lamy, do Observatório de Paris, em um

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comunicado da Agência Espacial Europeia.

Aqui na Terra, uma volta completa ao redor do Sol dura 365 dias e 6 horas, período que conhecemos como ano. Urano está bem longe da nossa estrela, a 3 bilhões de quilômetros (e 160 minutos-luz), e lá, a intensidade da luz solar é 400 vezes mais fraca do que a terrestre. Para Urano completar uma volta ao redor do Sol, são preciso 84 anos terrestres.

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“Nossa medição não apenas fornece uma referência essencial para a comunidade de ciência planetária, mas também resolve um problema antigo: os sistemas de coordenadas anteriores baseados em períodos de rotação desatualizados rapidamente se tornaram imprecisos, impossibilitando o rastreamento dos polos magnéticos de Urano ao longo do tempo”, explica Lamy.

A descoberta foi publicada na

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revista Nature Communications no último dia 7. “Com esse novo sistema de longitude, agora podemos comparar observações de auroras que abrangem quase 40 anos e até mesmo planejar a próxima missão a Urano”, finaliza o cientista.

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