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Pinguins-imperadores estão oficialmente ameaçados de extinção

Mamíferos que habitam a Antártida, como o elefante-marinho, também sofrem riscos devido ao aquecimento global e à gripe aviária.

Por Bruno Carbinatto 16 abr 2026, 19h00 | Atualizado em 29 abr 2026, 11h42

Má notícia, Pingu: os pinguins-imperadores (Aptenodytes forsteri), os maiores e mais famosos pinguins, estão oficialmente ameaçados de extinção, segundo uma nova atualização da “Lista Vermelha”, que monitora quais espécies enfrentam maiores riscos de sumir do planeta.

O principal vilão é o aquecimento global, que destrói o habitat dessas aves e vem reduzindo o tamanho de suas populações nas últimas décadas.

Outra espécie do continente gelado, o lobo-marinho-antártico (Arctocephalus gazella), também foi classificada como ameaçada de extinção na nova versão do documento. A Lista Vermelha é organizada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), uma organização civil voltada para a preservação de espécies animais e vegetais.

Já o elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina) passou a integrar a categoria de “vulnerável”, uma etapa antes de “ameaçada de extinção”.

A decisão foi tomada após diversos estudos mostrarem que as populações desses animais estão caindo drasticamente nas últimas décadas.

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Imagens de satélite, por exemplo, mostram que, entre 2009 e 2018, o número de pinguins-imperadores encolheu em 10% – o equivalente ao sumiço de 20 mil indivíduos adultos, segundo a IUCN.

Algumas projeções mostram que a população atual destas aves pode diminuir pela metade até 2080.

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Os pinguins-imperadores dependem do gelo marinho para sobreviver. Eles utilizam a água congelada como uma plataforma para acasalar, incubar os ovos e criar os filhotes. À medida que o oceano aquece, o nível do mar aumenta e o gelo diminui, o sucesso reprodutivo da espécie fica cada vez mais ameaçado. 

“Após análise de diferentes fatores, concluímos que as mudanças climáticas induzidas pelo homem representam a ameaça mais significativa para os pinguins-imperadores”, diz o cientista Philip Trathan, pesquisador no British Antarctic Survey e especialista em pinguins. “O derretimento precoce do gelo marinho na primavera já está afetando colônias ao redor da Antártica, e novas alterações no gelo marinho continuarão a afetar seus habitats de reprodução e sua alimentação.”

Com isso, o pinguim-imperador passa de uma espécie “quase ameaçada” para a categoria “em perigo”. 

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Da mesma forma, as populações de lobos-marinhos também encolheram em 50% entre 1999 e 2025 por causa do aquecimento global. Restam menos de um milhão de animais adultos – há 26 anos, havia 2,1 milhões deles. 

Já no caso dos elefantes-marinhos, o principal motivo é o vírus da gripe aviária, que vem devastando populações isoladas no sul do planeta. Em alguns grupos, cerca de 90% dos recém-nascidos chegam a morrer da doença. 

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