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Pesquisadores da USP isolam variante ômicron do coronavírus

Cepa da nova variante está sendo cultivada em laboratório pela primeira vez no Brasil – o que permitirá monitorar sua disseminação e avaliar a eficácia de vacinas.

Por Luisa Costa 13 dez 2021, 19h04 | Atualizado em 4 jun 2026, 15h39
Pesquisadores da USP isolam variante ômicron do coronavírus Priorizar nos meus resultados Google

Uma cepa da variante ômicron do Sars-CoV-2 foi isolada pela primeira vez no Brasil. O feito é de uma equipe de pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), que está cultivando a variante em laboratório.

Em duas semanas, amostras da variante serão distribuídas para todas as regiões do país, mas somente para laboratórios que tenham capacidade de lidar com o vírus – ou seja, que tenham o nível 3 de biossegurança. Assim, outros pesquisadores poderão desenvolver diversos estudos sobre a ômicron.

Isso é importante para conter o avanço da variante – como foi importante no início da pandemia. Essa é a mesma equipe do ICB-USP que isolou o coronavírus “original” pela primeira vez no Brasil, em fevereiro de 2020. O processo que rolou na época é o mesmo de agora: amostras do vírus foram cultivadas em laboratório e então distribuídas para pesquisadores de Norte a Sul. Isso permitiu que a Covid-19 fosse estudada e que os primeiros testes diagnósticos da doença fossem desenvolvidos por aqui.

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Agora, o cenário da pandemia é outro, mas as amostras continuam sendo importantes: a ideia é que, a partir delas, pesquisadores possam padronizar novos testes para identificar a ômicron pelo país. Além disso, cientistas brasileiros poderão avaliar a eficácia das vacinas contra a variante – ou seja, entender se o vírus pode escapar ou não dos anticorpos de quem recebeu as vacinas.

Estudos já mostraram que a ômicron pode driblar parcialmente os anticorpos gerados pela vacinação ou pela infecção por variantes anteriores. Por enquanto, as empresas Pfizer e BioNTech anunciaram que sua vacina neutraliza a nova variante com três doses. (Entenda o que isso significa nesta matéria da Super.) 

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Os pesquisadores começaram o projeto na última quarta-feira (8), a partir de uma colaboração com o Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Um casal de brasileiros que mora na África do Sul veio ao país e passou por exames no hospital, que detectaram a Covid-19. As amostras foram sequenciadas por profissionais e, após a identificação da variante, foram enviadas para o ICB-USP.

Então, os pesquisadores isolaram e estão cultivando a cepa da variante por meio de uma técnica chamada “neutralização por efeito citopático” (ou VNT), que também foi utilizada para isolar a cepa original.

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