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Peregrine 1 não tem mais chance de chegar à Lua, afirma Astrobotic

Devido a um vazamento de combustível, a sonda só tem mais algumas horas de propulsão, e já não consegue cumprir seu plano de viagem inicial.

Por Leo Caparroz 10 jan 2024, 18h28 | Atualizado em 4 jun 2026, 15h58
Peregrine 1 não tem mais chance de chegar à Lua, afirma Astrobotic Priorizar nos meus resultados Google

Peregrine 1, o primeiro módulo lunar lançado a partir do território dos EUA nos últimos 50 anos, não vai completar sua viagem. Sua operadora, a empresa privada Astrobotic, deu a notícia de que a sonda teve um vazamento de combustível e não vai conseguir alunissar.

“Infelizmente, não há chance de fazer um pouso bem sucedido na Lua”, eles afirmaram em um comunicado. Os planos mudaram; agora, o objetivo é levá-la o mais longe possível com o combustível restante.

A Peregrine 1 seria a primeira sonda espacial comercial a pousar na Lua (e o primeiro objeto de origem americana a tocá-la desde o programa Apollo).

Ela foi lançada a bordo do foguete Vulcan Centaur, neste segunda-feira (8), a partir do Cabo Canaveral, na Flórida o mais conhecido ponto de lançamento operado pelo governo americano.

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É o primeiro lançamento oficial do Vulcan Centaur, um foguete também privado desenvolvido por uma parceria entre Boeing e Lockheed Martin – sob o nome de United Launch Alliance.

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A Peregrine estava programada para pousar na Lua no dia 23 de fevereiro. A partir daí, ela coletaria dados sobre a superfície lunar para ajudar em pesquisas científicas e no planejamentos de futuras missões. Ela carregava equipamentos da Nasa, como medidores de radiação e de campo magnético, detectores de gelo e pequenos rovers (jipinhos) lunares.

Ela também tinha cargas não científicas a bordo: o DNA de ex-presidentes dos EUA e cinzas humanas. Duas empresas vendem esse serviço funerário inusitado, que garante derramar os restos mortais de um falecido no nosso satélite natural.

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Entre os viajantes empoeirados desta ocasião estão dois Homo sapiens a quem essa honra exótica de fato parece adequada: Gene Roddenberry, o criador de Star Trek, e Arthur C. Clarke, escritor de 2001: Uma Odisseia no Espaço.

A sonda já tinha dado problemas um pouco antes do vazamento ceifar o destino da missão. A equipe da Astrobotic fez uma “manobra improvisada” para reorientar o foguete de modo que ele ficasse voltado para o Sol, a fim de recarregar suas baterias.

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No dia 9, às 2h da tarde no horário de Brasília, a empresa anunciou que os propulsores “provavelmente só poderiam funcionar durante mais 40 horas, no máximo”. O objetivo, agora, é mantê-la no espaço e coletar o máximo de dados possível, que podem se revelar úteis em tentativas futuras da Astrobotic.

A Nasa, que tinha um bocado de experimentos e observações que dependiam dessa missão, afirmou estar trabalhando com a Astrobotic para identificar o problema: “O espaço é difícil”, ela disse em um comunicado à imprensa. Uma mãe compreensiva: de fato, pior que levar uma sonda à Lua, só dirigir em São Paulo.  

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