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Arqueólogos descobrem cidade de 2.500 anos na Amazônia equatoriana

Graças à tecnologia de escaneamento por laser infravermelho, pesquisadores encontraram resquícios de cidades anteriores à chegada dos europeus na região.

Por Caio César Pereira 15 jan 2024, 19h03 | Atualizado em 4 jun 2026, 15h58
Arqueólogos descobrem cidade de 2.500 anos na Amazônia equatoriana Priorizar nos meus resultados Google

Em uma pesquisa que durou aproximadamente 20 anos, arqueólogos encontraram evidências de um centro urbano pré-hispânico “escondido” no meio da floresta amazônica do Equador. Debaixo da densa floresta, os pesquisadores descobriram um extenso complexo agrícola, com estradas e campos que se estendem por mais de 6 mil plataformas retangulares de terra.

O sítio arqueológico está localizado a leste dos Andes, no Vale Upano, no Equador. O sítio mostra estruturas de pelo menos 15 assentamentos diferentes, conectados por um grande sistema de estradas, se estendendo por longas distâncias. Uma delas, por exemplo, tinha 25 km de extensão.

A pesquisa foi publicada na revista Science, e mostrou que a descoberta da cidade perdida só foi possível graças a utilização da tecnologia LIDAR (detecção e alcance de luz, ou light detection and ranging na sigla em inglês). Utilizando um laser de infravermelho, essa tecnologia de sensoriamento remoto permite o escaneamento preciso de regiões densas e de difícil acesso, como a floresta amazônica.

O Lidar escaneou uma área de aproximadamente 300 km2, até encontrar o sistema de estradas e plataformas da antiga cidade. 

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“Explorei o local muitas vezes, mas o Lidar me deu outra visão da terra. A pé, você tem árvores no caminho, e é difícil ver o que está realmente escondido lá”, conta o arqueólogo Stéphen Rostain, autor principal do estudo e diretor de pesquisa no Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica (CNRS), à Live Science.

Segundo escavações arqueológicas realizadas, o complexo data de 500 a.C. a 600 d.C, e provavelmente foi habitado pelos povos Kilamope e Upano. A descoberta é importante por mostrar que os habitantes das américas pré-coloniais possuíam civilizações mais desenvolvidas do que se acreditava, e com uma numerosa população. As estimativas estão na faixa de 10 mil habitantes – mas o número pode chegar a 100 mil.

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“É um cenário de corrida do ouro, especialmente para as Américas e a Amazônia. Os cientistas estão demonstrando de forma conclusiva que havia muito mais pessoas nessas áreas e que elas modificaram significativamente a paisagem. Isso é uma mudança de paradigma em nosso pensamento sobre o quanto as pessoas ocupavam essas áreas”, disse à Science News o arqueólogo da Universidade Estadual do Colorado, Christopher Fisher, que não esteve envolvido no estudo.

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