O DNA pode prever a personali-dade do seu cachorro?
Um novo estudo analisou quase 2.700 genomas de cães e lobos e revelou que a personalidade de diferentes raças pode ter relação com pequenos trechos de DNA herdados dos lobos.
Um novo estudo analisou quase 2.700 genomas de cães e lobos e revelou que a personalidade de diferentes raças pode ter relação com pequenos trechos de DNA herdados dos lobos.
Quase todas as raças modernas carregam fragmentos de ancestralidade lupina. Eles não vêm da domesticação inicial, mas de cruzamentos esporádicos ao longo dos últimos milhares de anos.
Quase todas as raças modernas carregam fragmentos de ancestralidade lupina. Eles não vêm da domesticação inicial, mas de cruzamentos esporádicos ao longo dos últimos milhares de anos.
Esses fragmentos são minúsculos, mas aparecem com frequência suficiente para mostrar que o intercâmbio genético entre cães e lobos foi mais comum do que se imaginava.
Esses fragmentos são minúsculos, mas aparecem com frequência suficiente para mostrar que o intercâmbio genético entre cães e lobos foi mais comum do que se imaginava.
Ao relacionar genética e comportamento, os cientistas notaram um padrão: raças com menos ancestralidade lupina tendem a ser mais sociáveis, treináveis e voltadas ao contato humano.
Ao relacionar genética e comportamento, os cientistas notaram um padrão: raças com menos ancestralidade lupina tendem a ser mais sociáveis, treináveis e voltadas ao contato humano.
Já raças com níveis um pouco maiores de DNA de lobo costumam exibir perfis mais independentes, vigilantes ou reservados — embora ambiente e socialização continuem sendo cruciais.
Já raças com níveis um pouco maiores de DNA de lobo costumam exibir perfis mais independentes, vigilantes ou reservados — embora ambiente e socialização continuem sendo cruciais.
Essa influência também aparece nos cães de vila, que vivem sem tutor. Neles, fragmentos de origem lupina se concentram em genes ligados ao olfato, úteis para navegar e buscar alimento.
Essa influência também aparece nos cães de vila, que vivem sem tutor. Neles, fragmentos de origem lupina se concentram em genes ligados ao olfato, úteis para navegar e buscar alimento.
O estudo indica que essa herança genética antiga pode ajudar a explicar tendências comportamentais – e abre caminho para testes mais precisos que estimem perfis gerais de comportamento.
O estudo indica que essa herança genética antiga pode ajudar a explicar tendências comportamentais – e abre caminho para testes mais precisos que estimem perfis gerais de comportamento.
Os cientistas ressaltam que não se trata de prever exatamente o comportamento de um filhote, mas de entender predisposições herdadas que interagem com o ambiente em que o animal cresce.
Os cientistas ressaltam que não se trata de prever exatamente o comportamento de um filhote, mas de entender predisposições herdadas que interagem com o ambiente em que o animal cresce.
Ainda resta investigar se essas características vêm diretamente dos fragmentos herdados ou se foram preservadas por humanos ao selecionar cães para tarefas específicas.
Ainda resta investigar se essas características vêm diretamente dos fragmentos herdados ou se foram preservadas por humanos ao selecionar cães para tarefas específicas.
Mesmo assim, a pesquisa reforça: a personalidade dos cães não depende só do convívio. Parte dela está escrita em um legado genético antigo — e mais influente do que se imaginava.
Mesmo assim, a pesquisa reforça: a personalidade dos cães não depende só do convívio. Parte dela está escrita em um legado genético antigo — e mais influente do que se imaginava.