O título de “melhor amigo do homem” não é à toa: pesquisas já mostravam que os cães respondem a expressões faciais humanas e identificam emoções positivas ou negativas.
Um novo estudo, publicado em agosto no periódico iScience, mostrou que essa compreensão é mais complexa: os cães distinguem emoções humanas específicas.
Oito cães — seis border collies, um labrador e um golden retriever — foram treinados para ficar em aparelhos de ressonância magnética por vontade própria e sem estarem presos.
Na primeira rodada, eles viram imagens de pessoas felizes ou neutras. Diante dos rostos felizes, cresceu a atividade em áreas ligadas ao processamento cognitivo e à recompensa.
Depois, os cães viram fotos de uma mesma pessoa desconhecida expressando medo, raiva, tristeza e felicidade — sem voz, movimentos corporais ou contexto para ajudar.
A ressonância mostrou reações diferentes para cada emoção. Os cães distinguiram o medo da raiva e o medo da tristeza, mas não separaram a raiva da tristeza.
Os achados não significam que os cães entendam as emoções como nós. O estudo também não testou emoções positivas diferentes nem incluiu cães de rua.