Brasil tem 3 das 4 aranhas mais perigosas do mundo; veja lista

Má notícia: quase todas aranhas são peçonhentas, ou seja, produzem toxinas que conseguem inocular em suas presas ou para se defender.

Boa notícia: apenas 0,4% das espécies de aranhas produzem substâncias perigosas para humanos e animais domésticos.

A maioria dos acidentes ocorre porque a aranha reagiu a ser incomodada. O Brasil tem em média 33 mil acidentes e 18 mortes causadas por aranhas a cada ano. Conheça as perigosas.

O Guinness considera essa aranha brasileira a mais venenosa do mundo, porque uma quantidade pequena de seu veneno é suficiente para matar um camundongo.

Aranha armadeira (Phoneutria)

Em humanos, o grau de gravidade de um acidente varia de acordo com vários fatores, como tempo de atendimento, quantidade de toxina e disponibilidade de soro.

Ao contrário da imensa maioria de aranhas, as armadeiras são agressivas, e o diferencial delas é a posição de ataque, erguendo as pernas posteriores (daí o nome).

A sua picada produz dor imediata, e, depois, pode causar suor e arrepios, mudanças de pressão arterial, náusea, hipotermia, visão embaçada, vertigem e convulsões.

Geralmente, ela é encontrada em ambientes externos. Também é comum que se esconda entre as folhas de bananeiras. Hoje, o uso do soro antiaracnídico evita a maior parte das mortes.

Apesar de não ser tão venenosa quanto a aranha armadeira, essa pequenina ainda é mais perigosa do que a colega. São as que mais causam acidentes.

Aranha-marrom (Loxosceles)

Por serem mais adaptadas aos meios urbanos e pequeninas, essas aranhas muitas vezes passam despercebidas em calçados e roupas. A maioria dos acidentes ocorrem nas regiões Sul e Sudeste.

Seu corpo tem entre 2 e 5 centímetros de envergadura, o cefalotórax (o corpinho delas) é em formato de pêra, há uma marcação em forma de violino nas “costas” e a coloração é em tons de marrom. 

Sua picada é indolor, mas evolui em poucas horas para necrose do tecido e, sem tratamento, pode causar insuficiência renal e morte. 

Elas existem no Brasil e no mundo todo, com exceção da Antártida. Apesar de ser uma aranha peçonhenta, as espécies do Brasil são menos perigosas do que as europeias.

Viúva-negra (Latrodectus)

O veneno desta aranha tem ação neurotóxica, e sua picada pode produzir dores musculares muito fortes, náuseas, alterações cardiorrespiratório, suor e tremores.

No Brasil elas causam poucos acidentes – menos de 0,4% dos casos por ano. Não são agressivas, só mordem quando comprimidas contra o corpo.

Não são brasileiras. Nativas das florestas australianas, possuem um veneno tão potente que sua picada pode matar em horas.

Aranha da teia de funil (Atracidae)

Desde que cientistas desenvolveram um antídoto em 1981, nenhuma morte foi reportada. O sinal mais característico de sua teia é um formato de toca em funil

Para evitar ataques de aranhas, as dicas são eliminar entulhos e materiais acumulados e usar telas de mosquiteiro nas janelas. Também é importante evitar a proliferação de insetos.