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Esta bermuda robótica torna mais fácil caminhar e correr

Traje é capaz de diminuir o gasto de energia – e até fazer quem usa se sentir alguns quilos mais leve.

Por Guilherme Eler
19 ago 2019, 17h52 • Atualizado em 20 ago 2019, 11h09
  • Segundas-feiras costumam parecer o dia perfeito para sair da poltrona e começar a fazer uma atividade física. Tirar o projeto do papel, no entanto, é algo mais complexo do que deveria: no sofá ou na cama, é como se a gravidade fosse maior – e uma força estranha (a da preguiça) tornasse impossível a tarefa de gastar umas horas na esteira.

    Mas e se a ciência desse um jeitinho de fazer você suar sem se esforçar tanto? É exatamente o que um novo projeto de pesquisadores dos Estados Unidos e Coreia do Sul quer permitir. A ideia, descrita em um estudo da revista Science, consiste em um traje robótico que diminui a quantidade de energia gasta durante o exercício.

    O sistema é formado por uma espécie de bermuda flexível, acompanhada de um motor preso na altura das costas. Esse motorzinho está conectado através de cabos às coxas de quem usa. Quando o corredor aplica uma força pisando no chão, os fios se esticam. Esse puxão ajuda os músculos dos glúteos na tarefa de impulsionar as pernas. O conjunto pesa cerca de 5 kg e é alimentado por uma bateria com autonomia de até 8 quilômetros.

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    (Wyss Institute at Harvard University/Divulgação)

    De acordo com os cálculos dos pesquisadores, caminhar vestindo o shorts high-tech pode fazer quem usa economizar até 9,3% de energia – em comparação a alguém que veste roupas de ginástica tradicionais. No caso de uma corrida, a quantidade de energia gasta foi 4% menor. Toda essa diferença de esforço pode fazer quem caminha se sentir até 7,5 kg mais leve.

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    “Depois de usar o traje por 15 minutos, você começa a se perguntar se ele está servindo de alguma coisa, porque você sente que está apenas andando”, diz David Perry, pesquisador de Harvard e um dos autores do estudo. “Mas uma vez que você o desliga, suas pernas ficam mais pesadas na hora, e você se dá conta do quanto o sistema estava ajudando. É bem parecido à sensação de sair daquelas esteiras rolantes em um aeroporto”, conta. Você pode ver a bermuda em ação no vídeo abaixo.

    A tecnologia ainda está em desenvolvimento: os cientistas ainda estudam maneiras de torná-la menor, até 40% mais leve e mais anatômica. Os cientistas esperam que a tecnologia possa, no futuro, ajudar pessoas a carregar pesos com mais eficiência e também, claro, aqueles que costumam percorrer grandes distâncias à pé

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