Ataque hacker em hospital é ligado a morte na Alemanha
Se relação for confirmada, será o primeiro óbito relacionado a um ciberataque.
Em setembro, os servidores da Clínica Universitária de Dusseldorf foram infectados por um ransomware – tipo de software que bloqueia todos os arquivos do computador, exigindo que a vítima pague um resgate para tê-los de volta. Mas o ataque pode ter feito um estrago maior que o imaginado.
Uma mulher que estava com procedimento de urgência marcado no hospital alemão não conseguiu atendimento. O motivo? Como o banco de dados da clínica estava travado por um ramsonware, não era possível registrar novos pacientes – nem impedir que eles entrassem.
A solução foi encaminhá-la a outro centro de saúde, a 30 km de distância. A viagem, porém, atrasou a intervenção em cerca de uma hora – e a mulher acabou falecendo.
A polícia percebeu que a clínica não era o foco dos ataques, mas sim a Universidade de Dusseldorf, e conseguiu avisá-la. Os criminosos saíram do sistema sem levar nada. Autoridades, agora, investigam a identidade dos hackers, que podem responder por homicídio culposo.
O uso de ramsonwares em hospitais se popularizou nas últimas semanas, somando uma série de denúncias em países como Estados Unidos e Rússia. Durante a pandemia de Covid-19, que já fez mais de 1,2 milhão de vítimas pelo mundo todo e que não parece dar sinal de que terá trégua, as consequências desses ataques podem ser devastadoras.
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