A guerra vai ao Google Maps
O serviço de mapas do Google é uma mão na roda. Mas há inúmeras batalhas acontecendo dentro dele com governos e países tentando convencer o Google a adotar seus pontos de vista
Fernando Badô
Briga: Índia x China
No começo de agosto passado, o estado indiano de Arunachal Pradesh amanheceu sendo território chinês – pelo menos para o Google Maps. Para piorar, a gafe aconteceu justamente na semana em que representantes de China e Índia se reuniam para discutir a posse do território, foco de uma disputa antiga entre os países. O Google corrigiu o erro, mas indianos enfurecidos inundaram a internet com protestos e teorias conspiratórias, acusando a empresa de tomar partido a favor da China na questão. Isso porque o Google já tinha os nomes em chinês das cidades daquela região – nomes que não deveriam existir, pois oficialmente a área pertence à Índia.
Camboja x Tailândia
O Google atribuiu a região do templo de Preah Vihear, na fronteira dos dois países, à Tailândia. Mas, na verdade, essa área é disputada há mais de 100 anos. O governo cambojano chamou o Google de “irresponsável”, e o Maps foi alterado – agora divide a área com uma linha pontilhada.
Sudão x Etiópia (bônus: Quênia)
Outro problema de território disputado está no chamado Triângulo do Ilemi, que é pleiteado por esses 3 países africanos. O Google fica em cima do muro: exibe a área em disputa com um contorno vermelho, recurso que usa para “demarcar áreas disputadas por estados vizinhos”.
Árabes x Google
Para os países árabes, o golfo Pérsico deveria ser chamado de golfo Árabe – eles querem eliminar a referência ao Irã (antiga Pérsia). Em 2008, o Maps passou a exibir ambos os nomes. Isso não satisfez ativistas árabes, que organizaram um abaixo-assinado online, com 1,2 milhão de assinaturas, exigindo a mudança do termo.
Israel x Palestinos
A cidade de Kiryat Yam, no noroeste de Israel, processou o Google depois que um palestino acessou o Google Earth e inseriu a seguinte descrição de lá: “Vila árabe destruída por israelenses em 1948”. As autoridades locais protestaram, dizendo que isso é mentira, e o Google deletou a frase.
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