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Os melhores (e os piores) países no combate às mudanças climáticas

O ranking feito por uma organização independente foi apresentado na COP30. Veja a posição do Brasil na lista.

Por Maria Clara Rossini
19 nov 2025, 16h00 •
  • Todos os anos, a organização independente Germanwatch, que atua na área de direitos humanos e ambientalismo, publica o Climate Change Performance Index (“Índice de Performance de Mudanças Climáticas”, em tradução literal), uma lista dos países que mais contribuíram na luta contra a crise climática. A décima edição do relatório foi divulgada nesta terça-feira (18) durante a COP30, em Belém. 

    Um total de 64 países foram analisados, que juntos contribuem para 90% das emissões globais. No total, 14 fatores são considerados para determinar a contribuição na mitigação das mudanças climáticas. Eles estão divididos em em quatro categorias: emissões de gases de efeito estufa (40% de peso na análise); energias renováveis (20%); uso energético (20%); e políticas climáticas (20%). O nível de performance varia de “muito baixo” a “muito alto”. 

    Simbolicamente, nenhum país ocupa as posições 1, 2 e 3 – reservado ao nível “muito alto”. Isso porque considera-se que nenhum país está fazendo o suficiente para combater a crise global de mudança do clima. 

    Ocupando o quarto lugar, o país com a melhor performance foi a Dinamarca, pelo sexto ano seguido. Ele foi considerado o país com as melhores políticas climáticas, e é um dos líderes mundiais em energia renovável, com 80% da matriz energética abastecida por essa modalidade. Mais da metade da energia do país vem de usinas eólicas.

    A Dinamarca só não ocupa os primeiros lugares pois ainda tem pontuação mediana em “uso de energia”. Essa categoria considera a eficiência energética e a demanda de energia por pessoa.

    Logo em seguida estão o Reino Unido (que fechou sua última usina de carvão em 2024) e o Marrocos. Ambos avançaram em políticas climáticas, mas ainda precisam aumentar a contribuição das fontes renováveis à matriz energética. O índice considera tanto os resultados já alcançados quanto as tendências para o futuro.

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    Confira a lista completa abaixo.

    Gráfico sobre o índice de Desempenho em Mudanças Climáticas 2026.
    (Climate Change Performance Index 2026/Jan Burck/Thea Uhlich/Christoph Bals/Niklas Höhne/Jamie Wong/Maria Jose de Villafranca/Lotta Hambrecht/Divulgação)

    Um país que chama a atenção é a Noruega, em 11º lugar. Apesar de ser líder em energia renovável, ele é um dos maiores produtores de petróleo e gás do mundo. Isso é indicado na lista com um foguinho ao lado do nome do país.

    A posição do Brasil

    O Brasil aparece em 27º lugar, tendo subido uma posição em relação ao ano passado. Nos destacamos em políticas climáticas, principalmente devido à redução do desmatamento da Amazônia nos últimos anos, e em energias renováveis. 

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    “A performance média reflete as contradições do Brasil”, diz Stela Herschmann, especialista em política climática do Observatório do Clima que contribuiu para o relatório. Ela destaca que nos últimos anos o Brasil saiu de um governo federal negacionista para um progressista; fomos o segundo país a entregar sua NDC, apresentando planos mais ambiciosos em relação à anterior; e tivemos uma queda de 30% no desmatamento em 2024, o que resultou em 22% de redução nas emissões totais.

    Por outro lado, temos um Congresso extremamente conservador, que aprovou legislações destrutivas no último ano, como a nova lei de licenciamento ambiental – o que deve aumentar as emissões e risco de desastres. Herschmann também destaca que a dependência de combustíveis fósseis é a principal contradição do país, com o governo federal incentivando a exploração de petróleo na margem equatorial.

    Os piores países do índice

    No extremo oposto, os países que menos estão contribuindo para o combate às mudanças climáticas são a Arábia Saudita, Irã e Estados Unidos, respectivamente. Os dois primeiros têm apenas 1% de energia renovável, e todos estão entre os grandes produtores de combustíveis fósseis. 

    Os EUA caíram oito posições em relação ao ano passado, devido à falta de políticas climáticas, ao negacionismo e campanha de desinformação promovidos pelo governo Trump, e principalmente à saída do Acordo de Paris.

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    “Os maiores países produtores de petróleo e gás não mostram sinais de saírem dos combustíveis fósseis como modelo de negócio ou de transicionar para energias renováveis”, diz Thea Uhlich, conselheira de políticas da Germanwatch que participou da elaboração do relatório. “Isso significa que eles estão perdendo a oportunidade de abraçar o futuro”. 

    Dez países do G20 – que representam as maiores economias do mundo – estão no nível “muito baixo” (Turquia, China, Austrália, Japão, Argentina, Canadá, Coreia do Sul, Rússia, EUA e Arábia Saudita). Contraditoriamente, esses são os países que mais poderiam contribuir para a mitigação das mudanças climáticas, já que 75% das emissões vêm do G20.

    Como outros relatórios apresentados na COP30, o Climate Change Performance Index aponta que as energias renováveis estão crescendo de forma exponencial. As emissões de gases do efeito estufa ainda estão crescendo, com aumento estimado de 1,1% em 2025, mas espera-se que elas atinjam o pico em breve. 

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