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Extremistas brancos crescem mais no Twitter do que o Isis

Eles têm mais contas e tuitam mais - e é mais difícil de eliminá-los.

Por Karin Hueck
6 set 2016, 13h00 • Atualizado em 31 out 2016, 18h59
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    O Estado Islâmico (Isis) é famoso por sua presença nas redes sociais e por usar estratégias de divulgação antenadas para espalhar suas atrocidades. Mas, segundo um novo estudo, nacionalistas brancos são mais comuns no Twitter e espalham mais ódio do que os árabes.
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    A pesquisa é da Universidade George Washington, nos EUA, e concluiu que o número de extremistas brancos cresceu 600% nos últimos quatro anos. Eles superam o Isis em número de contas ligadas aos radicais, assim como no número de tuítes por dia. O estudo analisou grupos nacionalistas brancos principalmente dos EUA, mas também encontrou organizações neonazistas no Brasil, por exemplo.
     
    Um dos motivos para o crescimento tem a ver com a luta do próprio Twitter em fechar contas ligadas aos Estado Islâmico. Apenas em agosto, a empresa diz ter bloqueados 360 mil usuários por supostamente estarem promovendo o terrorismo. De acordo com o estudo, o Isis tuitava cerca de 15 vezes ao dia em 2012 – hoje esse número caiu para 6. Já os radicalistas brancos fazem até 33 posts por dia.
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    Na luta contra os terroristas árabes, o radicalismo ocidental acaba passando batido. Neonazistas, skinheads racistas e nacionalistas brancos estão entre os grupos mais comuns que andam incólumes pelo Twitter – mas grupos de direita europeus e admiradores da KKK também aparecem no estudo. Seus assuntos favoritos são o candidato republicano à presidência dos EUA, Donald Trump, e um suposto genocídio branco (a ideia de que a cultura branca esteja em extinção, o que nunca foi observado). As hashtags favoritas incluem #whitegenocide (o tal do genocídio branco), #makeamericagreatagain (o slogan de campanha de Trump) e #stopislam (“pare o islã”).
     
    Segundo o estudo, é mais difícil conter os avanços dos extremistas brancos por que eles são menos coesos do que o Isis e porque, por estarem nos EUA, há uma preocupação maior com a liberdade de expressão.
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