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Bebês nascidos em 2025 marcam início da geração beta

Pessoas nascidas até 2039 recebem um novo “rótulo” geracional. O conceito é usado por empresas para direcionar produtos e prever tendências.

Por Maria Clara Rossini
2 jan 2025, 18h00

O mundo já recebeu os primeiros membros de uma nova geração. Todos os bebês nascidos entre 1 de janeiro de 2025 e 31 de dezembro de 2039 fazem parte da “geração beta”. Até então, as pessoas mais jovens pertenciam à “geração alpha”, que se refere às crianças nascidas entre 2010 e 2024.

Esses termos foram cunhados pelo demógrafo Mark McCrindle, fundador de uma empresa de pesquisa e consultoria. Segundo a firma, a geração beta deve representar 16% da população mundial em 2035. Muitos deles estarão vivos durante as primeiras décadas do século 22.

É comum descrever relações familiares por meio das gerações (filha, mãe, avó, bisavó…). Mas esse conceito passou a ser aplicado socialmente no século 20, para se referir à “geração silenciosa” (nascidos entre 1923 e 1933) e aos “baby boomers” (nascidos no pós-guerra, entre 1946 e 1964).

Já o termo “geração X” designa pessoas nascidas de 1965 a 1980. Os “millenials” vieram ao mundo entre 1981 e 1996. E a “geração Z” nasceu entre 1997 e 2009. Depois começam as gerações nomeadas com letras gregas.

A geração beta será composta majoritariamente por filhos dos millenials nascidos nos anos 1990 e filhos da geração Z. A McCrindle prevê crianças moldadas pela tecnologia e pela inteligência artificial, em que a interação digital será a norma. Também prevê uma maior preocupação com sustentabilidade e meio ambiente, já que elas irão viver as consequências das mudanças climáticas.

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A divisão por gerações é comumente usada por institutos de pesquisa de mercado e de opinião, como o Pew Research Center. Empresas tentam prever tendências e direcionar propagandas pensando nas características de cada geração. Os termos também são amplamente usados nas redes sociais e em reportagens para se referir a uma determinada faixa etária.

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Esses termos geracionais, no entanto, não têm validade científica. Eles surgiram a partir de uma mistura de opiniões em livros, artigos de jornal e uma teoria pseudocientífica (leia mais nesta matéria). Os estereótipos associados a cada geração são imprecisos – afinal, é provável que uma pessoa nascida em 1996 tenha hábitos e comportamentos mais próximos de alguém nascido em 1997, e não em 1980.

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Em 2021, 170 sociólogos escreveram uma carta aberta ao Pew Research Center solicitando que o instituto pare de usar os rótulos geracionais em pesquisas. O documento afirma que a divisão em gerações é arbitrária, já que o nascimento de novas pessoas não acontece em safras. Segundo os pesquisadores, a classificação pode mais confundir do que ajudar em estudos e pesquisas.

A McCrindle divide as gerações em períodos de 15 anos. Segundo essa classificação, as próximas gerações serão denominadas “gamma” (de 2040 a 2054) e “delta” (de 2055 a 2069).

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