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Já é lei: está liberado o mau humor no trabalho

Pelo menos nos Estados Unidos – onde o governo decretou que nenhuma empresa pode obrigar seus funcionários a serem felizes na labuta

Por Helô D'Angelo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
16 Maio 2016, 14h30 • Atualizado em 5 set 2017, 16h25
  • Segunda-feira é sempre a mesma coisa: você chega no trabalho cheio de sono e com um mau humor daqueles, senta na sua mesa e já ouve o chefe dizendo “nossa, por que essa cara?”. Essa cena tão comum (e bem chata) virou crime trabalhista nos Estados Unidos em maio do ano passado: o Comitê Nacional de Relações Trabalhistas (NLRB), órgão que fiscaliza práticas de trabalho no país, entendeu que obrigar os funcionários a estar felizes na empresa é uma violação dos direitos trabalhistas.

    Tudo começou com um livreto de regras da T-Mobile, uma empresa de telecomunicações dos Estados Unidos. Nele, uma das regras era “manter a positividade no ambiente de trabalho”. Tudo muito bonito, tudo muito legal – até que o Sindicato dos Trabalhadores em Comunicação percebeu o seguinte: essa ‘regra da alegria’ poderia fazer com que os trabalhadores não se sentissem livres para reclamar, inclusive de coisas importantes, como assédio moral, assédio sexual e abuso nas horas de trabalho.

    O sindicato foi reclamar com o governo dos EUA – que concordou, e obrigou a empresa a tirar qualquer obrigação de felicidade e positividade do seu código de conduta interno. Ou seja: legalmente, os funcionários estão liberados para expressar seu mau humor. A decisão cria um precedente jurídico, o que quer dizer que, em tese, ela vale para todas as demais empresas dos EUA.

    No Brasil, a situação continua a mesma: a legislação trabalhista não prevê qualquer direito ao mau humor. Então, por aqui, o negócio é respirar fundo e tentar alternativas para tornar a labuta o mais tranquila possível.

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