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5 milhões de pessoas voltam para lockdown na China

Duas cidades no noroeste do país apertam medidas de restrição após a confirmação de novos casos.

Por Maria Clara Rossini
20 Maio 2020, 14h02 •
  • Enquanto muita gente acredita que, na China, o pior já passou, as autoridades de saúde locais alertam para uma segunda onda de infecções no país. As cidades de Shulan e Jilin retornaram a um lockdown rigoroso após a detecção de novos casos na província de mesmo nome, Jilin, no nordeste da China. Juntas, as cidades somam mais de 5 milhões de habitantes.

    A volta à quarentena acontece justamente quando o país já está tentando voltar ao normal. Algumas cidades da província fecharam trens, ônibus e escolas, e apertaram as medidas de restrição. Na cidade de Shulan, os moradores só poderão sair de casa para comprar alimentos e medicamentos a cada dois dias, por apenas duas horas. Segundo a imprensa local, a cidade já é considerada o novo epicentro do vírus dentro do país.

    A China continua testando a população e registrando novos casos. A cidade de Wuhan, onde o surto começou, já anunciou que pretende testar todos os seus 11 milhões habitantes. Enquanto isso, 34 pessoas foram diagnosticadas com Covid-19 na última quinzena na cidade de Jilin. No total, a província registrou 127 transmissões locais do vírus.

    Os casos não estão crescendo tão rápido quanto aconteceu em janeiro em Wuhan, mas medida rígida foi adotada para evitar um possível novo surto que saia do controle. O vice prefeito de Jilin afirmou que há risco de um novo espalhamento da doença na região.

    A região já havia feito um lockdown rígido em fevereiro e março, assim como a província de Hubei, onde fica Wuhan. O surto inicial da doença ficou mais restrito a Hubei, que fechou as fronteiras e limitou o acesso das pessoas a outras partes do país.

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    O medo de uma segunda onda de infecções e mortes é grande na China. Como a maioria esmagadora da população não foi infectada, ela ainda está suscetível ao vírus. Segundo Zhong Nanshan, médico e epidemiologista que enfrentou a Sars em 2003 na China, o país ainda enfrenta um grande desafio para monitorar novos casos.

    Mesmo em Wuhan, a infecção não atingiu toda a população – foram 50 mil casos confirmados em uma cidade de 11 milhões de pessoas. É provável que existam muitas subnotificações, então o plano de testagem de toda a população pode revelar o verdadeiro impacto do vírus na cidade.

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