“Substâncias eternas” elevam risco de obesidade
Elas estão em muitos produtos, duram para sempre – e podem ter efeitos ruins.

Os PFAS (per e polifluoroalquis) são moléculas formadas por átomos de flúor e carbono, com ligações muito fortes entre si – por isso, elas dificilmente se decompõem, e foram apelidadas de “substâncias eternas”.
Esses compostos também repelem água e gordura, e são usados em tecidos, tintas, embalagens de comida e outros produtos (até 2015, também estavam nas panelas antiaderentes). São onipresentes: uma análise feita pelo Centers for Disease Control (CDC), do governo americano, constatou (1) que 98% das pessoas tinham algum nível de PFAS no organismo.
E isso, a ciência aos poucos vai descobrindo, pode ter efeitos sobre a saúde.
Um novo estudo (2), publicado por cientistas chineses, apontou que há uma relação entre os PFAS e o ganho de peso: crianças cujas mães foram expostas a maiores níveis dessa substância, durante a gravidez, tinham maior risco de obesidade aos 10 anos.
Os cientistas especulam que isso ocorra porque os PFAS possam afetar o metabolismo de alguma forma.
Fontes (1) “Polyfluoroalkyl Chemicals in the U.S. Population”, A Calafat e outros, 2007; (2) “Prenatal exposure to per- and polyfluoroalkyl substances and sex-specific associations with offspring adiposity at 10 years of age: Metabolic perturbation plays a role”, Z Wang e outros, 2024