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Semaglutida, do Ozempic e Wegovy, não mostra eficácia em teste contra Alzheimer

Estudos anteriores haviam indicado que os medicamentos para perda de peso também poderiam ter benefícios cognitivos, mas dois ensaios clínicos robustos acabaram com a esperança.

Por Bruno Carbinatto
26 nov 2025, 18h00 •
  • A semaglutida, ingrediente principal de medicamentos contra a obesidade e o diabetes como o Ozempic e o Wegovy, não demonstrou eficácia contra o mal de Alzheimer em dois grandes ensaios clínicos, disse a farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk nesta semana. O anúncio põe fim às esperanças de que a molécula poderia ser um tratamento para sintomas de demência.

    Os dois estudos de fase 3 (a última e mais importante etapa de testes de um medicamento) envolveram mais de 3,8 mil adultos entre 55 e 85 anos que estavam nas fases iniciais de Alzheimer. Eles foram divididos aleatoriamente em dois grupos, um dos quais foi tratado com a semaglutida em comprimidos orais (na formulação do remédio Rybelsus) e o outro recebeu um placebo.

    Segundo a companhia, não houve diferença entre os grupos em relação à velocidade de aparecimento dos sintomas e à progressão da doença. Dessa forma, a Novo Nordisk anunciou que os esforços para estudar o uso da semaglutida no tratamento de demência estão oficialmente encerrados.

    Antes, estudos em animais e com grupos menores de humanos haviam indicado um possível benefício das drogas anti-obesidade na cognição no combate à inflamação cerebral, o que resultou numa nova esperança contra a doença que atinge 60 milhões de pessoas no mundo.

    No entanto, esses efeitos positivos não foram confirmados nos ensaios clínicos controlados e randomizados com um grande número de pessoas – o tipo de pesquisa considerada “padrão-ouro” na medicina. Assim funciona a ciência, afinal: nem todas as pistas iniciais se confirmam em análises mais robustas.

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    O anúncio foi feito de forma preliminar; os dados detalhados serão apresentados pela Novo Nordisk em uma conferência sobre Alzheimer nos EUA em dezembro.

    Medicamentos como Ozempic e Wegovy ganharam fama nos últimos anos pela alta eficácia em combater a obesidade, ajudar na perda de peso e tratar o diabetes. Mas não só: há vários estudos mostrando que esses remédios podem também ter benefício para o coração e para doenças renais, por exemplo, a ponto de que as moléculas passaram a ser vistas quase como milagrosas ou, no mínimo, revolucionárias para a saúde pública.

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    Infelizmente, benefícios cognitivos e neurológicos não parecem estar entre o rol dos “milagres” da semaglutida. Um outro estudo recente feito no Reino Unido concluiu que a exenatida, uma molécula parecida, não parece ter efeito sobre a doença de Parkinson. 

    Na segunda-feira (24), dia do anúncio, as ações da Novo Nordisk chegaram a despencar até 12% na bolsa de Copenhague. 

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