Oferta Relâmpago: Super por 7,99

Receber carinho reduz sensação de dor em bebês, diz estudo

Nossos instintos estão certos: carícias fazem mais bem aos bebês do que parece.

Por Ingrid Luisa 18 dez 2018, 19h38 | Atualizado em 2 jul 2026, 17h22
Receber carinho reduz sensação de dor em bebês, diz estudo Priorizar nos meus resultados Google

Um toque de carinho sempre é bom. Receber um abraço, beijo ou carícia muda o humor (e até o dia!) de uma pessoa. Mães, então, tendem a não parar de demonstrar o amor por seus filhos. E agora a ciência prova que elas estão certas (mais uma vez): acredita que esse carinho todo pode acabar com a dor em bebês? Foi o que um novo estudo da Universidade Oxford descobriu.

Detectar sensações dolorosas em nenéns é sempre complicado. Como ainda não conseguem falar e explicar onde e como está doendo, a reação mais comum é chorar – e contar com a astúcia das mamães e dos papais para resolver o problema.

Mas o mal-estar dos baixinhos também se manifesta de outras formas. E existem pesquisadores que estudam justamente isso: respostas corporais para procedimentos que causam dor nos primeiros anos de vida, como exames de sangue e vacina.

É o caso do time de experts que descobriu que uma carícia feita da forma correta reduz a dor nos bebês. Usando um eletroencefalograma, o estudo monitorou a atividade cerebral de 32 crianças enquanto elas realizavam exames de sangue. Metade delas foi acariciada com uma escova macia e a outra não recebeu qualquer tipo de afeto.

Qual você diria que foi o resultado? Bingo: os bebês acarinhados mostraram 40% menos atividade cerebral indicativa de dor. O efeito é causado pela ativação de um grupo de células nervosas sensoriais chamadas c-táteis.

Continua após a publicidade

Isso também explica por que o contato pela a pele entre os pais e o bebê ajuda a estreitar os laços afetivos. “Se pudermos entender melhor os fundamentos neurobiológicos de técnicas como a massagem infantil, podemos melhorar o conselho que damos aos pais sobre como consolar seus bebês”, diz Rebeccah Slater, autora do estudo.

A velocidade importa

Os pesquisadores foram além e identificaram como deve ser o carinho para aliviar o incômodo dos pequeninos. Segundo os achados, a velocidade ideal é de 3 cm por segundo. Mas é claro que as mães (ou pais) não precisam se preocupar em cronometrar o afago que dão aos seus filhotes. “Os pais já acariciam intuitivamente seus bebês nessa velocidade”, assegura Rebeccah.

O trabalho pode ser útil para o treinamento de pais de primeira viagem e inclusive para profissionais que trabalham em unidades neonatais. O próximo passo da pesquisa é repetir a experiência em bebês prematuros, cujas percepções sensoriais ainda estão em desenvolvimento.

Mas essa certamente é mais uma prova de que carinho nunca é demais. Os pequenos agradecem – e a ciência apóia.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner laranja com ícone de árvore e raio, texto OFERTA RELÂMPAGO Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas Superinteressante e Veja, e um celular com aplicativo de notíciasBanner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em destaque, acompanhado de um ícone de raio. Abaixo, Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas: Super, Veja e uma menor, Guia Quatro Rodas. No canto superior direito, um ícone de árvore estilizada
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Premium

Enquanto você lê isso, o mundo muda — e quem tem Superinteressante Digital sai na frente.
Tenha acesso imediato a ciência, tecnologia, comportamento e curiosidades que vão turbinar sua mente e te deixar sempre atualizado
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 2,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 63% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Superinteressante todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).