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O que é resiliência imunológica – e qual o seu papel no envelhecimento saudável

Nova pesquisa mostra como capacidade de recuperação do sistema imune, especialmente na meia-idade, é crucial para a longevidade.

Por Rafael Battaglia
29 abr 2025, 19h00 • Atualizado em 7 Maio 2025, 16h39
  • Você provavelmente conhece alguém que nunca fica doente. O inverno chega, todos ao redor ficam gripados – mas o sujeito permanece lá, inabalável.

    Da mesma forma, você também deve conhecer quem não passa mais de dois meses sem contrair um resfriado. Lenço de papel e cartelas de remédio são presenças tão constantes na bolsa dessa pessoa quanto chaves e celular.

    Mas, afinal: por que algumas pessoas ficam mais doentes do que outras? Isso tem a ver, em parte, com a resiliência imunológica – a capacidade do nosso corpo de restaurar as funções de defesa. É algo que varia de pessoa a pessoa, seja por motivos genéticos ou estilo de vida.

    Na última quarta (23), uma pesquisa publicada na revista Aging Cell analisou como diferentes níveis de resiliência imunológica estão ligados a um envelhecimento mais (ou menos) saudável.

    O estudo analisou o genoma de 17,5 mil indivíduos, de diferentes idades. O foco foi o gene TCF7, um fator de transcrição responsável pela produção de uma proteína que, entre suas funções, mantém a integridade e a capacidade de regeneração das células-tronco.

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    Além de nos proteger contra doenças, o sistema imunológico é capaz de remover células velhas do corpo, que já não desempenham corretamente suas funções. É um processo chamado apoptose. O problema é que algumas resistem. Elas não morrem, mas viram zumbis: são as chamadas células senescentes, que liberam substâncias prejudiciais que podem levar a inflamações, insuficiência cardíaca e até a alguns tipos de câncer.

    As células senescentes são uma das raízes das doenças relacionadas ao envelhecimento – e é por isso que a resiliência imunológica é um fator-chave para a longevidade.

    Tendo o TCF7 como parâmetro, a nova pesquisa classificou o sistema imune dos participantes. Eles apontaram que os indivíduos de 40 anos com baixa resiliência imunológica enfrentam uma taxa de mortalidade até 9,7 vezes maior em comparação a pessoas saudáveis da mesma idade. É o equivalente a uma resiliência ideal de quem tem 55,5 anos – uma diferença de mais de 15 anos.

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    Segundo os pesquisadores, a meia-idade (entre 40 e 70 anos) é uma janela crítica para a longevidade. Uma boa resiliência imunológica nesse período pode reduzir a mortalidade em até 69%.

    Manter a resiliência imunológica ideal preserva perfis imunológicos jovens em qualquer idade; melhora as respostas vacinais; e reduz significativamente a carga de doenças cardiovasculares, doença de Alzheimer e infecções graves”, diz o comunicado do estudo.

    Após os 70 anos de idade, as taxas de mortalidade dos resilientes e não resilientes se equiparam. Ou seja: prestar atenção no envelhecimento só depois que se chega à velhice não adianta. A busca pela longevidade e a atenção ao funcionamento do corpo precisam começar desde cedo. Quem planta agora, colherá anos saudáveis no futuro.

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