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O lanchinho da madrugada engorda mais que qualquer outra refeição

Isso acontece mesmo quando o petisco é light. O problema é comer quando seu corpo acha que é hora de dormir.

Por Bruno Vaiano Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
12 set 2017, 15h17 • Atualizado em 11 mar 2024, 16h23
  • Você é um professor de medicina. Sua missão é pesquisar as consequências do célebre lanchinho da madrugada para a saúde. Onde encontrar voluntários?

    Não precisa procurar. Você dá aula para eles todos os dias – ou existe alguma espécie que passa mais noites em claro do que um estudante de medicina?

    Andrew McHill e uma equipe de médicos de um um hospital de Boston, nos EUA, mantiveram 110 estudantes universitários sob observação por 30 dias. Ao longo desse período, as cobaias forneceram informações sobre o horário e a composição todas as suas refeições por meio de um aplicativo de celular – fossem elas um almoço de domingo em família ou aquele um pulinho rápido na geladeira às duas da manhã.

    Descobriram algo curioso: os estudantes que tinham problemas de sobrepeso consumiam a maior parte das calorias do dia em média uma hora mais tarde que os estudantes mais magros. Essa hora a mais coincidia com o início da produção do hormônio do sono, a melatonina. Para comprovar a associação, os voluntários passaram a noite de um dos trinta dias em um hospital, “espetados” em sensores, e os pesquisadores mediram exatamente em que horário a distribuição de melatonina começava no corpo de cada um.

    Ou seja: não interessa se o seu rango noturno é aipo, maçã, hambúrguer congelado ou sorvete napolitano. O simples ato de comer quando você deveria estar dormindo torna a refeição muito menos saudável. E isso não tem nada a ver com o dia e a noite astronômicos, mas com o seu relógio biológico – se você tem um emprego noturno e sua rotina é ir para a cama às nove da manhã, comer no horário em que a maior parte das pessoas almoça não é uma boa ideia. Afinal, seu organismo eventualmente se adapta à rotina diferente, e passa a liberar melatonina quando você volta do trabalho, de manhã cedo.

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    McHill admite, no artigo científico, que a rotina instável de um universitário talvez não seja a mais adequada possível para um estudo científico. Seja como for, a medicina já suspeitava há muito tempo dos problemas de jantar muito tarde, e esse é um dos primeiro estudos 100% práticos que apoiam a recomendação. Afinal, mesmo que você não acorde no meio da noite para atacar a geladeira, bater um prato de arroz e feijão logo antes de dormir ainda irá interferir confundir seu corpo – que, naquela altura do campeonato, tinha hora marcada só com o travesseiro.

     

     

     

     

     

     

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