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Depressão pode aumentar mais de seis vezes o risco de diabetes

Combinada com outros fatores de risco, a depressão pode criar um ciclo vicioso.

Por Ana Carolina Leonardi
15 abr 2016, 19h30 • Atualizado em 15 jan 2023, 17h45
  • A depressão pode ser uma pedra no sapato de quem tenta prevenir a diabetes tipo 2. Pesquisas recentes mostram que pode existir uma conexão entre as duas doenças, já que é comum que os pacientes tenham as duas doenças ao mesmo tempo.

    Um experimento acompanhou mais de 2.500 pessoas por quatro anos e meio no Canadá. Ao final do experimento, as pessoas com depressão desenvolveram diabetes na mesma proporção que as sem depressão, ou seja, não houve aumento de risco. Problema resolvido?

    Não é bem por aí. Fatores metabólicos como obesidade, pressão alta e triglicérides alto já são conhecidos por aumentar o risco de diabetes em mais de 300%. No experimento, os pesquisadores separaram as pessoas que tinham apenas depressão daquelas que tinham, ao mesmo tempo, depressão e uma dessas disfunções metabólicas.

    Se sozinha, a depressão não fez diferença, ela funcionou como um catalisador do risco junto às outras doenças: deprimidos obesos ou com pressão alta tinham 6 vezes mais chance de desenvolver diabetes tipo 2. Como explicam os cientistas no artigo, o risco total era maior do que a soma dos riscos individuais de cada problema.

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    A combinação das doenças também pode criar um ciclo vicioso. A depressão pode atrapalhar os pacientes a buscar ajuda para os demais problemas de saúde. Também pode ficar mais difícil manter a rotina de remédios, exercício e alimentação saudável necessária – o que é importante tanto para tratar a própria depressão quanto para baixar a pressão e o nível de açúcar no sangue, por exemplo. No fim, um fator acaba levando à piora do outro.

    Isso quando o próprio desequilíbrio químico do corpo que causa a depressão não leva ao ganho de peso e à desaceleração do metabolismo.

    Os pesquisadores acreditam que descobrir essa interação entre depressão e diabetes pode ajudar os médicos a pensarem em tratamentos integrados, que levam em conta tanto a saúde mental quanto a física, para conseguir resultados melhores e mais duradouros no combate às duas doenças.

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