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Crianças nem sempre estão mais seguras em casa

É justamente no aconchego do lar que acontece a maior parte dos acidentes - inclusive fatais - com crianças de até 14 anos

Por Fernanda Salla
6 abr 2012, 22h00 • Atualizado em 31 out 2016, 18h38
  • Uma pesquisa da ONG Criança Segura revela: 52% das mães brasileiras acham que os filhos estão mais seguros em casa do que na rua. O que elas não sabem, pobres mães, é que o aconchego do lar esconde muito mais riscos do que se imagina. De acordo com o Ministério da Saúde, as maiores causas de internação envolvendo crianças de até 14 anos são atropelamentos, quedas, queimaduras, envenenamentos, acidentes com armas de fogo e sufocações. De todas essas modalidades de acidente, apenas os atropelamentos não são tipicamente domésticos.

    Afogamento é a segunda causa de morte mais frequente na infância, atrás apenas dos acidentes de trânsito (veja mais no quadro à esquerda). E acredite: parte significativa dos casos ocorre não na piscina, mas em banheiras, baldes e bacias. “Três dedos de água já são suficientes para afogar uma criança”, diz Jaqueline Magalhães, coordenadora da ONG. “Normalmente, esse tipo de acidente acontece com crianças de até 3 anos, que têm a cabeça mais pesada que o corpo”.

    Cada parte da casa oferece um risco diferente. Nos quartos, a criança pode despencar de uma janela sem proteção. Na sala, pode ter a brilhante ideia de enfiar um objeto metálico na tomada. Na área de serviço, um dos perigos é intoxicação com produtos de limpeza. Mesma coisa no banheiro, caso ela tenha acesso à caixinha dos remédios. Mas nenhum ambiente doméstico esconde tantas armadilhas, segundo Jaqueline, quanto a cozinha. Garfos e facas, utensílios de vidro, as chamas do fogão, um armário que vem abaixo ao ser escalado… “Até uma toalha de mesa pode ser problema. Se a criança resolve puxá-la, acaba arrastando e derrubando sobre ela mesma pratos e talheres, uma caneca com bebida quente ou algo até mais perigoso”.

     

    MORTES NO BRASIL

    Crianças até 14 anos
    Acidentes de trânsito – 40%
    Afogamentos – 26%
    Sufocações – 13%
    Queimaduras – 6%
    Quedas – 5%
    Intoxicações – 2%
    Armas de fogo – 1%
    Outros – 7%

     

     

    Para evitar o pior
    Ações preventivas muito simples que ajudam a manter os pequenos a salvo de acidentes domésticos

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    AFOGAMENTOS

    • Esvazie baldes, banheiras e piscinas depois do uso e guarde-os sempre virados para baixo.
    • Nunca deixe brinquedos e outros atrativos próximos à piscina e aos reservatórios de água.

    SUFOCAÇÕES

    • Corte os alimentos em pedaços bem pequenos na hora de alimentar as crianças.
    • Remova todos os brinquedos e travesseiros do berço quando o bebê estiver dormindo, para reduzir o risco de asfixia.

    QUEIMADURAS

    • Mantenha as crianças longe da cozinha e do fogão, principalmente durante o preparo das refeições.
    • Nada de toalhas compridas sobre a mesa da cozinha. Mãozinhas curiosas sempre podem tentar puxá-las.

    QUEDAS

    • Instale portões no topo e no pé das escadas. Caso seja uma escada aberta, coloque redes ao longo dela.
    • Mantenha camas e armários longe da janela. A criança pode tentar escalá-los para alcançá-la.

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    INTOXICAÇÕES

    • Guarde produtos de limpeza e medicamentos trancados, fora da vista e do alcance das crianças.
    • Mantenha os produtos em suas embalagens originais. Produtos tóxicos guardados em outra embalagem podem ser confundidos com algo inofensivo.

    ARMAS DE FOGO

    • Guarde as armas desmontadas, descarregadas ou travadas e fora do alcance das crianças.
    • Não guarde uma arma de fogo no mesmo lugar em que está guardada a munição. Deixe cada coisa guardada em lugar diferente, e sempre trancado.

    Fontes: Criança Segura; Datasus – Ministério da Saúde (2007).

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