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Cientistas recebem autorização para modificar geneticamente embriões humanos

Governo britânico autorizou as experiências, mas sem permitir que os embriões fossem implantados em mulheres

Por Felipe Germano Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
2 fev 2016, 20h45 • Atualizado em 31 out 2016, 19h04
  • A Agência Reguladora de Fertilização e Embriologia britânica autorizou pesquisadores do instituto londrino Francis Crick a manipularem em laboratório embriões humanos. É a primeira vez que organizações oficiais de um país autorizam o procedimento

    O objetivo da pesquisa é tentar entender mais sobre os primeiros sete dias após a fecundação do óvulo. Dessa forma, os resultados talvez ajudem a prevenir e combater problemas de infertilidade, doenças, ou abortos espontâneos. De acordo com pesquisas da Tommy’s (instituição que investiga problemas de gravidez) estima-se que, na Inglaterra, entre 15 e 20% das gestações termine por conta de um aborto involuntário, sendo que 85% deles acontecem nas primeiras 12 semanas de gravidez.

    LEIA: Nosso destino pode ser traçado na gravidez

    Apesar dos estudos estarem liberados, é proibido que os embriões alterados em laboratório sejam implementados em mulheres.  Mesmo assim, os críticos à manipulação genética em humanos não gostaram da notícia. “Esse é o primeiro passo para um caminho que cientistas prepararam cuidadosamente para a legalização de bebês geneticamente modificados”, afirmou David King fundador da Human Genetic Alert – organização contrária à interferência genética em seres humanos – quando consultado sobre a liberação, pelo governo britânico, no mês passado.

    Mesmo com as críticas, a comunidade médica inglesa encara os estudos como algo positivo. “Edição genética talvez seja aplicada clinicamente no futuro, para tratar ou prevenir doenças incuráveis ou problemas genéticos. É importante que o amplo debate continue não só entre pesquisadores, mas também entre pensadores que discutem a ética, a saúde, órgãos reguladores, possíveis pacientes e a população em geral”, afirmou Robert Lechler, presidente da Academia de Ciências Médicas locais, em comunicado. Os testes estão previstos para os próximos meses.

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